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Arrow - Mid Season Review (1-9)

Arrow, o novo seriado da CW/Warner baseado em Green Arrow, antiga e popular série de quadrinhos publicada pela DC Comics. Depois do furor que foi Smallvile nos anos passados, começou a se esperar muito sobre séries baseadas em quadrinhos. Será que Arrow consegue agradar o publico fã de quadrinhos ao mesmo tempo em que consegue acatar os antigos fãs das HQ, famosa por seu protagonista, Oliver Queen? Aqui, no Crise, faremos a review da mid season completa, do primeiro ao nono episódio e, assim sendo, iremos acompanhar nossas reviews com o que vai saindo aqui no Brasil.





Arrow conseguiu rapidamente se firmar como uma série popular logo em seu lento início. Hoje, segue com uma grande popularidade nos EUA e também no Brasil, não só pelos antigos fãs do Arqueiro Verde mas também por fanáticos por série de plantão. Um dos pontos fortes do fato da Warner Bros. ter comprado a DC é a criação de novos meios para os que querem conhecer um novo universo, seja pelos desenhos da DC publicados no Cartoon Network até aos seriados novos que passam na Warner. Mas ser popular não é sinônimo de ser bom. Felizmente, Arrow é uma série que consegue fazer um meio termo entre ambos: não é ótimo, mas é muito bom.

Arrow tem seu protagonista vivido por Stephen Amell, que conseguiu interpretar o papel muito bem! Não se pode dizer o mesmo de Katie Cassidy, que interpreta Dinah "Laurel" Lance. Não que a atuação dela como Laurel não esta parecida, muito pelo contrário, ela simplesmente não parece a personagem. Claro, isso não atrapalha, ela é uma ótima atriz que consegue transpor muito bem seus sentimentos por Oliver, principalmente no início da série. Willa Holland é quem interpreta Thea, a irmã de Oliver, e Moira, mãe de oliver, é interpretada por Susanna Thompson. A série é dirigida por David Nutter, antigo diretor do seriado de "Terminator" e anteriormente, diretor de Supernatural - ambas séries do canal CW/Warner Bros.

Início - 1º, 2º e 3º episódios. Nota 7.

O nome dele é Oliver Queen. Playboy milionário que, graças a um acidente de iate, fica preso numa ilha (que até então parece ser deserta) depois que seu pai, a irmã de sua namorada - com a qual ele estava tendo um caso (danado) - e um sócio de seu pai morrem. Com todos mortos, só ele restou. Isso é o que entendemos no início do seriado com direito a alguns "easter eggs", como a máscara do Deathstroke fincada na areia da praia. Tem algo legal por ai!

Logo de cara fica claro que ele quer vingar a morte de seu pai realizando o último desejo dele, aparentemente. O pai de Queen deixou um livro com diversos nomes de pessoas "tóxicas" para Star City. Logo de início ele já se sente um heroi: volta abalando tudo e todos e quando surge a oportunidade para colocar seu capuz e empunhar seu arco, ele vai com tudo. Logo no segundo episódio, ele encontra um rosto familiar: Laurel, ex-namorada que sempre o odiou após ele tê-la traído com sua irmã Sarah e ter levado-a ao Iate que seria culminante à ela. Já dá pra entender o nível da tensão que Oliver e Laurel têm entre si, mas assim como o primeiro episódio, falta algo que realmente dê vontade de assistir e dê alguma tensão. Os dois primeiros episódios poderiam facilmente ter se unido em um único tendo uma historia completa, mas não foi o que aconteceu. As coisas andam muito devagar no início do seriado e talvez isso tenha incomodado alguns. O terceiro episódio melhora a situação com a aparição de Deadshot. Oliver precisa impedi-lo e viver sua vida dupla. Aí sim você começa a pegar o feeling do seriado, começa a sentir o que Oliver quer te fazer sentir. "Você falhou com essa Cidade" vira rapidamente a frase principal de Oliver Queen.
Deadshot no seriado.
Este início lento com um final empolgante marca o começo de uma série que tem muito a oferecer. Assim que você termina de ver o terceiro episódio, as coisas parecem que vão tomar um rumo interessante e controverso: Oliver terá que saber dividir sua vida e ainda por cima, tentar se atualizar de tudo, graças ao seu exílio de 5 anos. Ele também tem problemas familiares com Thea, que é chamada de "speedy" no primeiro episódio por conde de seu uso de algumas drogas, e isso deixa Oliver boquiaberto com a situação. Quando ele foi embora, era o único que causava problemas. Quando voltou, sua irmã tinha mudado e sua mãe, casado de novo. Tudo estava estranho. E ainda por cima mostram Moira Queen, que tinha causado problemas à Oliver no primeiro episódio. Então ela tem relações com a morte do marido? Não foi um acidente? Wow.

Meio - 4º, 5ºe 6º Episódios. Nota 8,5.

Felicity Smoak.
Laurel odeia Oliver, mas está interessada pelo Arqueiro. Daí é aquela parte que você começa a dar umas risadinhas e uns sorrizinhos quando um vai falar com outro. E no quarto episódio você fica em choque com as coisas nas quais Oliver pode estar errando! Um homem inocente irá para a execução graças à um dos vilões da lista do sr. Queen, e Oliver não pode por nada deixar isso acontecer. Ao mesmo tempo que tudo isso acontece, Walter, padrasto de Oliver, começa a desconfiar de sua esposa assim que ele descobre que ela gastou 2.6 milhões de dólares em algo que ele não sabe o que é e que ela não quer falar do que se trata. Ai entra Felicity Smoak, que é uma graçinha. Uma personagem inocente e extremamente inteligente, que cativa e que tem um grande futuro na série. No meio de todo "auê", Oliver acaba tendo que interferir no caso do homem inocente como o Arqueiro Verde, e é neste momento que as coisas começam a dar bastante errado. O pai de Laurel, o Detetive Quentin Lance, acaba achando um vídeo de Oliver indo se trocar para viver sua identidade secreta. Tensão e mais tensão, gente!
O detetive


Além disso tudo, Oliver tem constantes flashbacks de seu passado, nos quais realmente confirma a aparição de Deathstroke na série. Tirando este último ponto, tudo é meio "besta"; os flashbacks são meio sem rumo e não dão a impressão de que ele realmente estava sofrendo e querendo voltar para casa. Somente no momento em que ele começa a ser torturado pelo Deathstroke que as coisas ganham firmeza e, até isso acontecer, é bem parado. Talvez este roteiro de "ir e vir" via flashbacks dê certo, mas só mais pra frente pois este início foi realmente sem emoção alguma. Bem, voltando ao presente, Oliver está prestes a ser preso, e precisa arranjar alguma forma de conseguir provar que não é o Arqueiro que todos falam. Agora ele também tem um novo membro em sua equipe, John Diggle, seu antigo guarda costas que sabe seu segredo desde o episódio do Deadshot. 

Deathstroke na série.
O quinto episódio é caracterizado pela união de Oliver e Laurel novamente. Ele fala que o único advogado que ele irá confiar será Laurel, e ela aceita o caso, acreditando que ele não é mesmo o Arqueiro. Dá pra entender que ela está com pena dele, e no momento que ele pede o polígrafo para "provar que não estava mentindo sobre não ser o arqueiro", admite que foi torturado e fala para o detetive que realmente não estava sozinho naquela ilha. A situação começa a melhorar para Oliver, mas é mais ou menos isso que acontece no quinto episodio. É pouquíssima coisa para 42 minutos, sinceramente. Os flashbacks nesse episódio são mais intensos e mostram mais coisas sobre a história da ilha e a aparição do Deathstroke, o que diminui um pouco do ritmo frenético interessante que a série estava tomando. Claro, não diminui nem um pouco o valor do seriado, mas quando as coisas estavam ficando realmente empolgantes elas tomam um freio de mão bem no meio de tudo.
De qualquer forma, Oliver ainda está preso e precisa arranjar alguma prova para mostrar que não é o Arqueiro. Moira aumenta as conversas com o vilão por trás de tudo, Malcolm Merlyn, interpretado por John Borrowman (CAPTAIN JACK HARKNESS GALERO, IT'S DOCTOR WHO!). Bem, de qualquer forma, a situação vai ficando tensa também quando Walter encontra o iate que deveria estar submerso em um armazém que estava em nome de Moira. As desconfianças vão aumentando. Para tentar se safar, Oliver cria um plano de fazer uma festa ao mesmo tempo em que Diggle age como o Arqueiro na cidade, para convencer as pessoas de que ele não é o Arqueiro. Acaba que as coisas vão dando certo, e ele se liberta. Malcolm Meryn acaba reconhecendo que as pessoas estão morrendo de acordo com a lista e as coisas precisam mudar e melhorar para ele, o mais rápido possível. Alguém precisa parar o Arqueiro.
Malcom Marilyn

 O final. 7º, 8º e 9º episódios, nota 9, fim da mid season da primeira temporada.
Tudo decidiu criar um clima mais tenso e mais pesado, pra preparar pra final da mid season da primeira temporada de Arrow. As coisas andaram bem, foram num ritmo interessante com alguns problemas que, no total, nem pesaram tanto assim, preparando para um final digno como foi. O 7º capítulo é iniciado com a perseguição de um motoqueiro que, instantes depois, descobrimos ser uma motoqueira. Moira é ferida, o que deixa Oliver nervoso e o faz ir atrás da motoqueira.
Oliver não sabe, mas nós sabemos: ela está mais perto do que ele imagina. Oliver cria planos para tentar parar a mafia de Star City, e por isso tem que falar com a filha de um grande mafioso: Helena Bertinelli. Sim! A Huntress!
Oliver sai em um encontro com ela e pronto: já está maravilhado pela inigualável beleza e atitude de Helena. Eles se encontram em um grave problema, no qual faz Oliver descobrir quem Helena é de verdade e a convida para fazer parte de seu Grupo. Ah sim, mencionei que eles decidem já fazer um uniforme para ela?
Huntress/Caçadora no seriado.

O uniforme dela ficou bem legal, e bem menos exagerado que o original. Na imagem ao lado é dificil de ver, mas sim, esta cheio de detalhes roxos que remetem à personagem original. A huntress esta sendo bem Huntress: querendo vingança. A situação fica bem legal principalmente no próximo episódio, no qual eles realmente participam de missões e ela já o deixa. Esse é o único motivo para não ter nota 10: ela vai embora muito cedo e muito rápido! Sabemos que ela irá voltar e talvez ainda nessa temporada mas poxa, podia ter mais dela nesses primeiros nove episódios, né? =/
A trama dos dois episódios da aparição da Huntress é bem legal e deixa a série animada para o proximo episódio: um segundo Arqueiro entrou na briga para tentar deixar o Arqueiro Verde original em escanteio. A mid season finalle é animada e cheia de ação e também de reviravoltas no enredo. O vilão é pai do amigo e Arqueiro nas noites vagas! Sem dúvidas "Arrow" conseguiu em 9 episódios conquistar os antigos e novos fãs da série. Por mais que tenha algumas diferenças da HQ, está seguindo contando a origem de Oliver Queen de uma maneira muito bacana e construindo uma base extraordinária para as próximas temporadas.


Também vale dizer que Arrow é, hoje em dia, uma das séries da CW com maior audiência lá fora. Claro, não é um Blockbuster com 11 milhões de espectadores, mas já consegue arrancar seus 4 milhões em dias de episódios novos. Esperamos então que a CW não decida cancelar o seriado de última hora e que ele tenha um futuro próspero.


Espero que tenham gostado desta review e, de agora em diante, sairá uma a cada episódio novo que passe na Warner Channel Brasil. Obrigado!



Comentários

  1. Otimo review.
    Estou gostando muito dessa serie. Ela diferente de smallville, está criando uma base fixa pro universo DC, devagar e introduzindo vilões e herois, claro sem tirar o foco do Arqueiro.
    Em Smallville só existia o Super e Pessoas afetada pela kriptonita, depois de muito drama adolescente é que comecaram inserir personagens do universo dc.

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  2. Ah esqueci de mencionar os Easter Eggs são muito bons, Como o quarto que o Deadshot estava era o 52 :3, Coincidencia ou não os novos 52 o/

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