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Dark #04


Dark #04 – Mix panini             Nota total: 8,3

O melhor mix saindo pela Panini hoje em dia, impressiona cada vez mais em cada edição e, é no quarto volume que as histórias vão tomando um rumo e consistência. Com crossovers, novas descobertas, reencontros de antigos amantes e altas perseguições.


Liga da Justiça Dark #04

A união de grandes nomes do antigo universo Vertigo vivendo agora ativamente no universo DC, começa a ganhar força nessa edição. O mundo está passando por diversas mudanças bizarras depois que Xanadu tirou Moone no corpo da feiticeira, e agora vive uma perseguição mística. Dentro dessa perseguição, o defensor de June Moone é o Destruidor, aquele que tem o poder da posse.
As insanidades da feiticeira já começam forte; o Destruidor tenta proteger Moone mesmo estando dentro dos poderes sombrios da Feiticeira. De qualquer forma, ele consegue se livrar disso, e deixa bem claro que o objetivo não é só proteger Moone para salvar o mundo, mas sim porque ele passou a gostar muito da garota, como pode ser visto na edição anterior.

As cenas são muito interessantes, mas infelizmente são corridas. Ao mesmo tempo, os outros personagens se mostram bem preocupados com as consequências que o mundo pode sofrer, e Shade se encontra com Distorção Mental, o que rende algumas discussões. Da pra reparar que Shade está um pouco fora de si também. Novamente, tudo acontece muito rápido! A revista corre e logo volta para Xanadu, mostrando as coisas bizarras que estão acontecendo no mundo.
Junto à tudo isso, Zatanna está tentando lutar contra a insanidade que vem sendo criada em torno da situação “Feiticeira-Moone”, e é o momento que você para e pensa “poxa, essa garota é bem forte”. Após tudo isso, os planos de Xanadu de juntar magos poderosos começa a acontecer e os rumos são decididos.

Este quarto capítulo mostrou mais ou menos como cada um funciona, mas faz isso de maneira corrida. Para quem estava acostumado com os antigos títulos da Vertigo, as coisas eram bem mais detalhadas e menos explosivas, e para os que não conhecem os personagens, é um capítulo um pouco avulso; não se entende direito o problema de Shade com o Distorção, e nem o porquê de Constantine estar tão apreensivo. É uma história digna de 10 para um início, mas talvez a falta de páginas deixe tudo meio confuso, é muita história que passa muito rápido, um sincero 8.5.

Homem Animal #04

Um ponto de vista alternativo, um desenho intrigante e um roteiro desconfortável (de uma maneira boa!) é o que pode definir essa quarta edição. O Homem Animal está no centro da vida junto com sua filha, que apresenta poderes que conseguem ser mais bizarros que o do pai. Monstros estão dentro dos totens vermelhos da vida, e o Homem Animal está distorcido e diferente por causa do lugar, tudo é muito cru e limpo, não se tem confusão e as coisas andam muito bem após uns problemas inicias. A garota não é uma qualquer e isso é a maior certeza do capítulo.

Dentro de uma direção de arte simplesmente incrível, a série admite um ‘Q’ de novela. As coisas estão acontecendo no mundo real e no mundo animal, e um meio que completa o outro. O Homem Animal agora não é mais uma série de ‘superpoderes’ e admitiu um lado bem mais natural e mais tenso; as cenas são realmente fortes e funcionam muito bem com o clima que a série está formando. É um “monstro do pântano sem árvores e com mais órgãos”.
Provavelmente o único problema da história está sendo a falta de personalidade de alguns dos personagens, mas por meio que ser “tudo uma novidade”, se entenda isso perfeitamente. Nota 8,7

Ressureição #04

Tenho uma história um tanto quanto negativa com Dan Abnett. Os únicos dois trabalhos dele que pude conhecer foram Doctor Who: The Harvest and the Nocturne e Torchwood: Everyone Says Hallo, e Ressureição está passando pelos mesmos problemas desses trabalhos anteriores: Quando que vai começar a história?

Um cara que morre e nasce com outros poderes é algo bem legal, mas os poderes nunca são bem trabalhados, e quando você acha que está ficando legal, o cara morre de novo, de novo e de novo... A perseguição continua nessa edição, ele ainda está sendo procurado pelas mesmas duas meninas, e por mais que nessa edição mostre o “isso e o aquilo” que querem dele, é provavelmente a única coisa que aumenta na história. A edição é cheia de explosões e mostra alguns personagens novos, mas nada que dê mais vontade de ler. A arte não é feia, nem perto disso, mas alguns quadros específicos sim, Fernando Dagnino faz algumas proporções muito esquisitas e, na última página que era pra ser algo “bonito e bad ass”, é só mais um “nossa, que estranho”. Essa é, na realidade, a sensação que a série toda está passando até agora. Nota 6,0

Eu, Vampiro #04

Não sei vocês, mas eu amo Joshua Hale Fialkov desde seu trabalho junto a Matthew Smith em Doctor Who e seus trabalhos solo como Echoes e Elk’s Run. Esse cara é um doido que só faz coisas subjetivas, e Eu, Vampiro participa disso. É uma obra completamente subjetiva, e nessa edição (que recebeu a capa do mix), John Constantine faz sua participação. A história começa a tomar um lento rumo à Gotham e um ‘vampiropocalipse’ está preste à acontecer também.

Também outras criaturas da mitologia urbana passam a ter sua importância na série, como magos e lobisomens – de verdade, não aqueles caras que viram Lobos, mas sim meio homem meio lobo, do jeito que tem que ser, na lua cheia. As ideias que o principal mostram são contraditórias, parte dele deseja algo, e outra deseja sangue. A coisa é muito bacana e segue um rumo “Anne Rice”, cheio de conversa e coisas sombrias. E sinceramente? A arte de Andrea Sorrentino merece um dez. Junto à Ivan Reis e J.H Williams III não são somente os melhores artistas dentro da DC Comics hoje em dia, mas sim os melhores do mercado! Andrea consegue passar uma ideia mais sombria e mais escura em seus desenhos que talvez somente Alan Moore ou Neil Gaiman conseguem superar em suas histórias, é lindo e diferente.

Por mais que não tenha muito conteúdo, é uma edição que as coisas vão tomando forma e alma, e pela arte já é um ótimo motivo para se ler a série. Nota 8,5

Monstro do Pântano #04

Eu, você, e todo mundo ama esse cara. Talvez você não saiba que ama esse cara, mas Scott Snyder foi quem fez Flashpoint: Superman, Gathes of Gotham e Vampiro Americano. Daí o cara me pega um Swamp Thing e não faz pouco, depois de tanto tempo sem ter um grande nome dentro dessa publicação, Scott consegue trazer o que Alan Moore e Neil Gaiman tentaram tanto ao criar o personagem: até quando vai a vida com a morte ao lado?

A arte é de ficar sem ar, a forma que a história é contada te deixa tremendo pra ler e a introdução de alguns personagens vem de uma maneira tão natural que parece que você conhece o cara ha anos. A história toma forma, avatares da vida e da morte são escolhidos, mortes são sentenciadas e ideais são formados: você sabe que vai dar merda, eles não, e essa ingenuidade que os personagens, tão bem trabalhados da série tem, sem dúvida é o que te faz ter certeza que “algo grande está vindo”, também se tem a certeza que não é a briga da vida e da morte mas de ideais com proporções inimagináveis!

Não tem como não dar dez para essa série, até agora não teve um capítulo que desapontou, e ela é a definição dos Novos 52 unidos a Vertigo. Infelizmente, fora anunciado que Scott Snyder sairá da série depois do primeiro grande arco... E tenho muito medo que uma série que está se construindo tão bem possa decair. Tem que ver isso ae, DC!

Nota 10,0 ou 1000 ou um bilhão ou nova masterpiece, algo assim.

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