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Dark #02



Dark #02 - Mix Panini             Nota total: 8,6

Liga da Justiça Dark #02

Se a primeira edição mostrou um cenário de destruição irreparável, é sem dúvidas nesse segundo capítulo que as coisas mostram que podem ter um final feliz – e que será uma saga inicial curta e consistente. Para os que não conhecem o antigo universo da Vertigo: aqui são mostrados Zatanna, Constantine e Desafiador. E uma apresentação simpática e muito da bem contada, sem muita enrolação mas que flui muito bem até pra quem só está vendo nomes novos.

A estranha June Moon está também florescendo, assim como Madame Xanadu mostra que as coisas estão começando a dar bem errado. O capítulo parece um prologo para o que vira à unir tão grandes poderes mágicos mais para frente; uma vidente preocupada, um mago assustado e um mundo que está começando a entrar em crise.
O roteiro de Peter sem dúvida é bem consistente e fácil de se ler, assim como a arte de Mikel Janin que, não está tão bonita como fora no primeiro capítulo porque nesse momento, estão focando em algo mais profundo e explicativo, nada muito épico. Nota 9,0

Homem Animal #02

Afinal, o que está acontecendo na vida do Homem Animal? Mudanças repentinas é, sem dúvida, uma característica muito bem vinda nessa HQ. Se o Homem é Animal, o que seria sua filha? É um capítulo que evoluí a trama criando diversas dúvidas que fascinam de pouco a pouco – estão construindo algo bem grande por aqui.
Vou falar um termo que muita gente não espera ler numa review de quadrinho: a direção de arte desse capítulo é sensacional. Mas o que eu quero dizer com direção de arte? A forma na qual os desenhos e as cores acompanham a história. Homem animal faz isso de uma maneira envolvente! De pouco a pouco, quanto mais os poderes de Maxine são explicados, mais as coisas vão mudando, e de repente, todo aquele ambiente limpo e verde vira algo sanguíneo e tenso. . . Uma tensão deliciosa! Você acompanha quadro a quadro recebendo uma explicação muito direta sem enrolar e nem correr. Jeff Lemire e Travel Foreman trabalharam juntos construindo algo cada vez mais colossal. Algo vai acontecer, você sabe que vai acontecer, e sem dúvidas vai ser grande. Bem grande. Nota 9,0


Ressureição #02

Provavelmente a única HQ do mix que não melhorou depois do primeiro capítulo. Nesse volume, Ressurreição se apresentou do jeito que provavelmente vai ser a vida toda: uma promessa mal executada.
Uma perseguição começa e, mesmo sem você saber porque estão atrás do cara, estão. E qual a parte ruim disso? O personagem mal foi apresentado de uma maneira incógnita; e pior que isso, é que a única parte emocionante da HQ é quando ela acaba. Nas últimas páginas, quando a história parece começar a se firmar, tudo acaba. E, querendo ou não, da aquela impressão que o próximo capítulo vai ser a mesma coisa de promessa não atendida...
Admito que é uma ideia muito bem planejada, um cara que a cada vez que morre, volta com um poder diferente. Sem dúvida alguma, isso apresenta um futuro onde, caso cada poder seja bem trabalhado e tudo mais, essa impressão de estar lendo uma HQ onde o protagonista parece um coadjuvante não vai pegar, anotem o que eu estou dizendo! Bem, de qualquer forma, é bem legal ver qual o poder novo na pós morte do moço; um 7 é mais que justo: um mais do mesmo com algo a mais. Nota 6,5

Eu, Vampiro #02

Lindo, sombrio e arrepiador. Mas, Joshua, eu conheço seus trabalhos antigos e não entendo o porquê da enrolação. Admito que uma obra sobre vampiros tem que se ter uma apresentação da raça maldita muito boa, saber porque eles querem lutar e contra quem. Esse é o capítulo que fala disso. O problema? Somente disso. É tão bom quanto o primeiro capítulo porque continua sendo uma simples apresentação, mas agora é uma apresentação aos ideais.
Mary Seward deseja tirar a raça inferior dos humanos de dominar a terra com sua horda de vampiros. Ela tem um amante, Andrew, um vampiro ancião com poderes de se transformar em lobisomen. Algo legal pode ser construído (e está!) em cima disso, sem dúvidas. A narrativa é segura e direta, mas é um capítulo que falta história, talvez para mostrar o mundo em que eles vivem e porque estão vivendo, mas um pouco a mais não faria mal algum.
O ponto forte de Eu, Vampiro é provavelmente algo que vou falar em cada review: a arte. Esse capítulo tenta explicar as coisas a partir de pontos de vista e ideais, e a HQ é desenhada assim mesmo: em pontos de vista. Isso é incrível quando se percebe, por exemplo, no discurso de Mary, que ela está acima de todos os seu seguidores falando que “os humanos são apenas comida”, mas ela não está olhando para seu exército, está olhando para seu futuro banquete, para o futuro. Mais uma HQ dentro da DARK que terá um belíssimo futuro. Nota 8,5

Monstro do Pântano #02

Não adianta, uma vez uma boa história, quando bem trabalhada, sempre uma boa história. Se até outro dia o único Swamp Thing decente era aquele de Alan Moore dos anos 80 ou do Neil Gaiman nos anos 90, sem dúvidas o Swamp Thing da primeira década do século vinte e um é o de Scott Snyder. O mundo esta dando errado por causa de Alec e sua parte, a qual ele tenta esquecer, algo aconteceu à ele e as coisas nos são apresentadas nesse capítulo, de uma maneira de mestre.
Algo está dando errado, alguém está acabando com a paz de todo mundo, e tem que arrumar isso. Claramente, o único que quer ficar fora disso é o único que pode ajudar todo mundo! E dá pra sentir que ele não quer participar disso de uma maneira tão viva quanto a maneira em que os quadros são divididos na folha; é tudo intrigante, tudo emocionante e tudo envolvente. É errado dizer que Swamp Thing vai ter um futuro, porque já esta sendo muito, muito bom. Não me acanho ao dizer que é a melhor HQ dos novos 52; e espero que continue assim,
A Arte não esta lá essas coisas, mas não peca em nada e tem uma distribuição muito interessante, então não é motivo para se tirar pontos dessa nova introdução à um antigo nome dentro do UDC. Avante monstro do pântano! Um merecido 10,0!

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Olá! Aqui quem fala é o Alex, ou ‘Vertigo’ como eu espero ser chamado aqui hahaha! Bem, essa é minha primeira review pro site, e acho que ficarei responsável pelo mix Dark daqui pra frente; então não estranhe caso as coisas mudem muito da primeira review para esta, mas estarei honrado e farei o meu melhor.

Bem, finalizo aqui minha primeira análise no Crise, espero que tenham gostado. Vi a review que teve anteriormente da revista Dark após escrever as minhas, e percebi que estou dando notas mais baixas em geral; mas não estranhem, conheço boa parte das personagens que participam desse mix e também o trabalho de quase todos os escritores; faço algumas comparações, querendo ou não. Espero que tenham gostado, até a próxima!

Por Vertigo

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