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Super Choque

Super Choque - Edição Única     nota: 5,0

Direto das telas do SBT para os quadrinhos, temos Vergil Hawkings, um jovem afro-americano que com seus poderes elétricos se mete em altas aventuras e trapalhadas para salvar Nova Iorque! Pronto, chega de narrador da Sessão da Tarde por hoje, vamos ao que interessa.



Já vou jogando o verde aqui. Super Choque não é uma boa revista, juro que em alguns momentos até preferia estar lendo Omac, sério. Ao que parece se você leu ou não as publicações anteriores ao reboot ou assistiu o desenho que passava na TV, não faz muita diferença, porque o básico é explicado no decorrer da curta história e se por um acaso você não pegar o que aconteceu, nas duas ultimas páginas, eles explicam de novo.

Tendo como inspiração o mais famoso heroi aracnídeo da Casa das Ideias, o roteirista Dwaine McDuffie, juntamente com o desenhista John Paul Leon e o co-escritor Robert L. Washington III, criaram nos anos 90, o Superchoque. Com sua primeira aparição em Static #01 em junho de 1993, o personagem foi se tornando o principal título do selo da Milestone Comics, parceira da DC, que tinha como principais objetivos, a publicação de materiais com personagens que faziam parte de minorias e que lutavam contra as desigualdades sociais.

Com as atividades encerradas em 1997, os personagens da editora caíram no esquecimento, até que em setembro de 2000 foi ao ar o primeiro episódio da animação do Superchoque, que mais tarde chegaria aqui no Brasil pela emissora do Baú. Acompanhada de perto pelo próprio McDuffie, as série com seus 52 episódio e alguns deles roteirizados pelo próprio, teve sua primeira temporada num universo próprio, até que na sua segunda temporada, alguns crossovers com os mais queridinhos da DC tomou parte.

Após uma interação ao Universo DC, com participações em outros títulos e edições especiais com os antigos personagens da Milestone. A notícia de que em 2010, um título próprio sairia nas comic shops com o selo da DC foi por água a baixo devido a morte de McDuffie, porém, em junho de 2011, a roteirista Felicia D. Henderson e o desenhista Denys Cowan lançaram uma edição especial do heroi.

Após os eventos do Ponto de Ignição, Virgil e sua família se mudam de Dakota depois de um acidente que não foi explicado. O vigilante Hardware, um tipo de Batman mais parrudo da uma nova roupa e financia Superchoque em Nova Iorque. Vergil acaba ganhando um estágio dentro dos Laboratórios S.T.A.R., cortesia do vigilante para que não saísse de seu radar.

Logo em seu primeiro grande confronto, Choque derrota uma armadura descontrolada que 'foge' dos Laboratórios e acaba caindo na mira da Gangue Slate. Depois de muita treta, ele acaba a desmembrando depois de vários incidentes e invasões, contando até com um policial infiltrado que se fantasia de Coringa.
Com a conclusão dessa primeira saga, os capítulos começam a apresentar aventuras separadas e com vilões fracos e diferentes, até que chega na oitava e ultima edição, com Vergil indo a uma psicóloga e explicando para o leitor, toda sua aventura contra a gangue, suas irmãs clonadas, sua vida dupla e até suas aventuras antes do reboot.

A revista foi cancelada em sua oitava edição e substituída por outro título, fazendo parte da Segunda Onda dos quadrinhos dos Novos 52. Alguns rumores de que Superchoque ainda apareça em alguns capítulos de Novos Titãs como um 'membro' honorário ou algo assim.

Realmente acho que essa revista poderia ser uma das ótimas do Novos Universo DC, mas provavelmente os executivos não quiseram coloca-la na mão de pessoas competentes para fazer isso. Uma participação nas publicações dos jovens herois que ainda tem suas revistas seria uma boa, veremos se a DC sabe aproveitar o que ainda resta de um heroi tão emblemático quanto o Superchoque.

Comentários

  1. Pow, eu gostei de Super Choque, não é um dos principais da DC, mas tinha bastante potencial a longo prazo.
    Fiquei triste ao saber que foi cancelado. fiquei sabendo agora no seu post XD.
    Vei faz um lista ai de quais foram canceladas, ai não gasto dinheiro comprando, vide Besouro Azul que comprei e fiquei sabendo que foi cancelado logo depois.

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    Respostas
    1. Super Choque tinha potencial sim, mas não souberam aproveitar. Tenho certeza que se o próprio McDuffie tivesse vivo, ele não deixaria acontecer uma coisa dessas. Mas não deixe de ler Besouro Azul só pelo cancelamento, é uma ótima revista.

      Quanto a lista de canceladas, é uma boa ideia, pode deixar que em breve faremos uma!

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    2. Pior que já li e gostei, e descobri que foi cancelada.

      Blz, vlw o/

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