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Universo DC #03

Universo DC #03  (Nota total: 5,5)

Já foi mais fácil ler revistas em quadrinho aqui no Brasil, um ótimo exemplo eram os formatinhos. Sinceramente, acho que um mix não deveria passar de três publicações. Enfiar sete num encadernado só é sacanagem, ainda mais te empurrando tanto lixo só pra alguém que gosta de ler Mulher-Maravilha ou Aquaman, ter de comprar tudo junto. Ambas mantém a ótima sequencia tanto em roteiro quanto em arte, porém, todas as outras cinco publicações, só pioram. Omac, Falcões Negros e Senhor Incrível já foram cancelados e nós só estamos esperando pra ver o futuro dessa UDC nos reserva. Realmente, não é uma compra que vale a pena.


Aquaman #03

No meio de lembranças de seu pai, Arthur, juntamente com Mera lutam contra as criaturas Abissais que batem em retirada e desaparecem no oceano.

Nessa edição nos é apresentado o Dr. Shin, um cientista que se mostra um entendedor do fundo do mar. Com uma parede repleta de recortes de jornais sobre as desventuras do peixoso e a afirmação de que ele fez 'um favor' a Arthur e o grito questionando o paradeiro de Atlântida, é bem provável que os dois tenham alguma relação, já que quando questionado por Mera sobre quem seria o doutor, ele responde que o doutor é um homem perigoso e deplorável.

Com a conclusão do arco na próxima edição, Aquaman e Mera mergulham nas profundezas para resgatar os raptados e resolver seus problemas abissais. Nota 8,0



O Selvagem Gavião Negro #03

Desvendando os mistérios do sarcófago encontrado na primeira edição, Carter descobre que Morfícius é um prisioneiro intergalático, colocado numa tumba de contenção. Com avisos de que seu mundo, a Terra, corre grande perigo (não diga...) o Gavião parte a procura de seu inimigo.

Capturado, Morfícius serve de cobaia e passa por uma necrópsia e depois de muita análise e ter como sobra apenas sua cabeça, ele ainda consegue reviver, já que uma de suas pragas o encontra junto com o Gavião Negro. Depois de um pouco de porradaria entre cientistas, Gavião e a praga, Morfícius renasce para voltar a espalhar seu câncer pela Terra e dar uns murros na Urubu Negão. Nota 5,0


OMAC #03

Da até prazer de 'criticar' essa bela publicação, só que não. Encurralado pelos agentes do Cheque Mate, a história volta um pouquinho no tempo e mostra o perdido Kevin Kho tentando voltar para casa de qualquer jeito, ele acaba sendo preso e enviado para uma prisão cujo 'dono' é Psíquico, um devorador de mentes que quer roubar Omac para si.


Em meio a tiros super-humanos e muita quebração de parede, coisa que não falta nessa revista desde seu primeiro número, Omac é capturado por Psíquico, se desvencilha logo em seguida, mete o pau nos três agentes do Cheque Mate e foge da cadeia.

Sem desenvolvimento algum no roteiro, a história começa e termina apenas com Psíquico e Omac escapando da cadeia e Maxwell Lord fazendo uma ponta rápida. A arte continua a mesma coisa, simples e ruim. Nota 4,0


A Fúria de Nuclear #03

Falando um pouco da história do Doutor Stein, sobre como cada país era pra ter um nuclear e bla bla bla o plano deu errado, Stein foi acusado de trair seu país e morto. Obviamente que os Furiosos não acreditaram.

Resistindo a 'prisão' pelos mercenários contratados para acabar com suas vidas, os Nucleares se surram dentro de seu próprio hulk enquanto o primeiro nuclear de todos, o que mais deu errado e é controlado pelos malvados na nação das estrelas e listras para acabar com os meninos, os surra até conseguirem se entender e virar o jogo.

Sem mais o que falar, lutando e fugindo em todas as três edições, A Fúria de Nuclear deixou de ser uma promessa logo na primeira revista, a única coisa que vemos, é discussão adolescente e fugas de mercenários. Nota 4,5


Senhor Incrível #03

Ser pior que Omac é bem difícil, mas acho que conseguiram. Com arte fraca e cores chapadas, mais um devorador de mentes aparece nas páginas dos Novos 52.


Tormenta Cerebral, o vilão azul com um símbolo de rede wi-fi na testa pode até ser forte contra o Senhor Incrível, mas seu maior arsenal está em seus trocadilhos envolvendo conexões.

Depois de ser provocado pelo Tormenta, Incrível acaba deixando a raiva tomar conta e desce porrada no vilão azul no meio de um monte de gente. Aí entra a dúvida do povo, quem é o mal real ali? O homem que tentou roubar nossas mentes ou o homem que nos protegeu mas quase matou o inimigo? Em algumas publicações, isso nem importa, mas o roteiro resolveu pegar esse caminho.

Com uma criança apagando a tatuagem falsa que tinha feito em homenagem a Incrível, a revista acaba com um herói envolto em pensamentos já que sua identidade quase foi revelada e ele foi obrigado a espancar o inimigo 'indefeso'. Com sua imagem destruída para com o povo, ele volta a sua base e vê uma nova ameaça, ET's o visitam, avisando sobre mais perigos que se aproximam. Nota 3,5


Falcões Negros #03

Depois de capturar dois dos Falcões, o inimigo prova não ser o povo toupeira. Com uma cidade totalmente conectada aos pensamentos de seus, por assim dizer, moradores, o QG dos não tão bad-guys assim é uma maravilha tecnológica e seus habitantes são mesclas de humanos e nanócitos, os tornando imortais. Selvagem e Canada são bem tratados, apresentados a Mãe Máquina, o corpo e mente que controla tudo na cidade subterrânea.

Apresentando uma nova forma de ameaça para os Gaviões Negros, esses seres que transcendem a existência se mostram muito 'bem feitos', com proteções contra morte e o controle de seu destino. Cães que tem seus pensamentos falados, uma cidade que harmoniza de acordo com seus habitantes e tudo isso interconectado.

Enquanto o Ninho está uma bagunça, com Kunoichi presa na enfermaria e descobrindo seus poderes, o prisioneiro detido escapa e ao que parece, rouba uma célula de energia nuclear e a revista acaba.

Assim como disse anteriormente, continuo esperando alguma coisa desse título, apesar de um ter um pouco mais de desenvolvimento na história, o roteiro continua muito monótono. Nota 5,0


Mulher Maravilha #03

Mais uma salvação do mix. Com diteiro a piras funerárias e revelações bombásticas Azzarello e Chiang nos salvam novamente com este notório trabalho dos deuses.


Em meio a luxuria do casal maravilha, a Rainha das Amazonas e o Rei dos Deuses se enrolam no ato em si  Barro é o cacete! A princesa guerreira nasceu do jeito mais comum possível, em parâmetros mitológicos, obviamente. Até bullying a garota sofria, sendo chamada de barro só por causa de sua suposta origem.

Como mostrado na capa, o vaso de barro caiu e a verdade veio a tona. Depois de sacudir a poeira e dar a volta por cima, Diana abandona a Ilha Paraíso, o título de princesa e se proclama Mulher Maravilha. Nosotras podemos! Nota 9,0


O mix de Universo DC está se provando como um tapa buraco. A Panini simplesmente pegou 2 dos personagens mais icônicos da editora, cujas publicações são uns dos carros chefe de vendas e simplesmente as colocou de âncoras com publicações nada fora do comum e até mesmo bem abaixo do aceitável.

Crítica por: Cuba

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