Avançar para o conteúdo principal

Superman #03


Superman #03 - Panini  (Nota: 7,5)


É bem fácil escrever sobre a HQ do Homem de aço. Isso porque além de eu ser um animado fã de Kal-El, também posso desfrutar da boa fase que vive a Supergirl. A capa é linda! Com Kara em estado de pânico fazendo o leitor logo se interessar no que diabos está ocorrendo. Com tudo isso, fica fácil entender porque aceitei a missão de escrever este review.








Superman #3:

O mistério envolvendo os seres fantásticos que apenas mencionam Krypton continua. Clark ainda tem que aguentar todas as desconfianças recentes que povoam as cabeças de muitos cidadãos de Metropolis, além de se ver no meio de problemas de relacionamento tanto com Lois quanto com Kelley, uma repórter que possui uma quedinha pelo desajeitado colega. Tudo isso se acumula em um evento que pode acabar com a vida de alguns deles, tanto metaforicamente quanto na pior das hipóteses.

O ponto desta parte do arco atual pode ser resumido em uma simples palavra: fantástico. Não porque tudo é sensacional e belo, mas porque tudo lembra muito histórias de ficção científica com efeitos especiais que explodem na nossa cara. O roteiro de George Pérez continua prendendo com diálogos interessantes que dificilmente tornam-se longos e momentos que variam em um bom ritmo entre a calmaria e a pura ação. O clímax é bem trabalhado e a conclusão faz o que toda boa história deve fazer: segurar o interesse do leitor para a próxima edição.
O traço de Pérez continua impecável. O cara é, nesta fase, meu desenhista favorito. Acredito fielmente que ninguém faz um Clark e uma Lois melhor do que ele. Nas duas páginas que envolvem todo o clímax dessa história, as cores são tão fortes e vivas que fazem com que podemos sentir todo o momento. É um trabalho que poucos artistas fazem nos dias atuais.

É muito bom estar presenciando um arco tão interessante nese começo de vida do Super dos Novos 52. Cada parte desta história é empolgante e nos faz ler novamente por muitas vezes, pois só assim para sacar certos detalhes que normalmente deixamos passar.


Supergril #3:

Supergirl continua sua busca pela verdade. Ela ainda desacredita nas palavras do Superman, mesmo que sinta que ele não consegue mentir. Seu aprendizado é gradual, seus poderes começam a aparecer com maior frequência. Mesmo com toda essa visível transformação, Kara ainda não tem o que é mais importante para um momento de crise: maturidade.

Ok. Eu sou apaixonado pela Supergirl. Por isso é tão bom estar lendo essa história tão apaixonante e tocante. Mesmo assim sou obrigado a reclamar fortemente do traço instável que comanda um roteiro inteligente e simples. Há mudanças patéticas entre os quadros desenhados por Mahmud Asrar e Bill Reinhold, o que acaba fazendo com que a história fique em curvas nada agradáveis. Os traços pulam do amador para o feio, e só em poucos momentos conseguem apresentar a verdadeira beleza de Kara.

O roteiro continua interessante. Os monólogos da Supergirl são bem trabalhados, apresentando um sentimentalismo genuíno de alguém que se sente perdido em uma terra completamente estranha. Acho que se esta história fosse apresentada como um livro no meio dessa HQ, ela seria melhor representada do que pelos desenhos medíocres que aqui estão. Suas vertentes parecem simples, mas possuem um quê de bebê aprendendo a dar os primeiros passos, e com isso errando muito. Um ótimo trabalho de Michael Green e Mike Johnson

É uma pena que Supergirl #3 possua tantas diferenças entre texto e traço, mas ainda assim vale uma conferida.

Action Comics #3:

Clark é um miserável. Ele nem mesmo tem uma televisão. Essa história contando os primeiros dias do Super em Metrópolis é brilhantemente escrita por Grant Morrison. Aqui continuamos a conhecer o começo da trajetória do herói, todo o início de seu relacionamento com Lois e Jimmy antes de começar a trabalhar no Planeta. Além disso temos Lex Luthor se mostrando o cabeça por trás de um plano maléfico de destruir o tão jovem Superman.

Os traços de Rags Morales e Gene Ha são empolgantes. Sabe por quê? Porque eles remetem a uma época de ouro dos quadrinhos e principalmente a The Spirit. É impossível não lembrar do personagem icônico criado por Will Eisner ao olharmos o traço muitas vezes cômico e inocente. Aqui não há nada de amadorismo, mas sim há muita sabedoria em trazer para os dias de hoje um estilo tão esquecido por causa do digitalismo. As cores estão bacanas, mesmo que de vez em quando apareça uma falha aqui e ali. O que gosto mesmo é como as faces foram desenhadas, pois demonstram uma certa bizarrice digna dos traços sensacionais do grande Mestre.

O roteiro é difícil. Há tantos diálogos complexos que podem fazer com que muitos percam o interesse logo no início. Mas para aqueles que decidem se aventurar e deixar as palavras de Morrison fluírem, o texto se torna fantástico. Há tantas camadas, piadinhas, rimas dramáticas que fazem com que o mais atento consiga se divertir completamente com a história. Não posso me esquecer da montagem envolvendo o começo e o fim da história que fazem toda a leitura valer a pena. Morisson está se transformando em um dos meus roteiristas favoritos, e esta história prova o por quê.

Superman #3 é uma obra que vale cada centavo de sua compra. Mesmo que tenhamos que aguentar traços fracos no meio da revista e alguns textos não serem para todos os públicos, no geral é importante ressaltar que este retorno de Kal-El à uma narrativa interessante é de se aplaudir, pois antes do reboot ele andava muito mal das pernas.
Junto com a HQ do Homem-Morcego e do arca de Diana escrito por Azzarello, Superman é a melhor opção da DC Comics.


Por Ricardo Syozi, o primeiro fill-in da Crise e quem sabe, futuro colaborador.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

ESPECIAL: Constantine - Ordem de leitura!

Com tanta série vindo por aí, querer conhecer um pouco mais do que está chegando pode parecer uma boa ideia. Saiba o que ler para ter um conhecimento sobre o  mago inglês mais famoso da DC Comics e estar preparado para o que pode vir a ter na série.

Primeira Edição: a Kryptonita Rosa

Hoje vamos falar da maior fraqueza do Superman: a kriptonita. Aquela rocha saída do núcleo de Krypton, depois que tudo explodiu. A pedra uma certa radiação que faz um mal danado ao escoteiro azul. Com algumas variações, azul, vermelha, branca e dourada, a kryptonita tem uma irmã que nem todo mundo conhece.

Invasão - Por onde começar a ler X-Men

O grupo mutante X-Men é um dos maiores títulos da Marvel e sempre compete pela liderança de maior número de edições vendidas da editora e isso é um reflexo da qualidade de seus personagens e histórias.