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Liga da Justiça #04


Liga da Justiça – #04 Mix Panini        (Nota: 6,5) 

Liga da Justiça #4:

Primeiramente, parabéns para a Panini por publicar essa edição da Liga com três capas alternativas, um prato cheio para os colecionadores.

A quantidade de ação na revista da Liga da Justiça tem se multiplicado a cada edição.
No começo era como um filme de ação com o Stallone, cheio de tiros e coisas explodindo.
Depois se tornou algo como um épico grego lotado de pancadaria e grandes batalhas.
Então a coisa começou a ficar complicada, quando na terceira edição da pra comparar a ação do título com algo tão sem noção quanto God Of War.
Agora fica praticamente impossível conseguir uma comparação digna dessa edição com algo da cultura pop, mas acho justo dizer que essa HQ tem mais ação do que todos os outros títulos do Novos 52 juntos.


De risadas do Aquaman agora
E essa edição tem dois grandes astros que são os melhores protagonistas desse arco:
Aquaman e Cyborg!
O Rei de Atlântida mal aparece, toma a liderança da equipe e mostra que não irá mais tolerar nenhuma piada com seu nome em nenhuma revista da DC.
Mas o ponto mais interessante da história fica com o Cyborg, mostrando o surgimento do herói de uma maneira conturbada e extrema em meio a todo esse caos. E é dele que começamos a entender mais sobre o exército de invasores da Terra.
(Como eu disse anteriormente, os Paradêmonios são sim criaturas vivas, e a Liga está matando todos eles como se fossem formigas).

Mas nem todas as caracterizações dessa revista estão boas. Batman e Superman simplesmente não conseguem encontrar um espaço para eles na dinâmica de equipe, deixando o Batman somente com frases de efeito e o Super espancando tudo e todos.
Mas a que realmente é problemática é a caracterização do Lanterna Verde.
Eu me pergunto como Geoff Johns, o “deus” dos Lanternas Verdes, consegue deixar o Hal tão idiota e desprezível.  Simplesmente não tem como entender isso.

DARKSEID!
Mas por fim temos o aparecimento do vilão mais épico e fodão da DC:
DARKSEID!
Que já aparece ganhando cinco páginas seguidas de puro poder do Deus da Maldade.

Jim Lee tem sido muito favorecido com o roteiro dessa revista, podendo demonstrar toda sua habilidade desenhando diversos personagens em puro frenesi de batalha. As splash pages com o Aquaman e o Darkseid merecem ser mencionadas por sua qualidade excepcional de realizar belos painéis de ação.


Capitão Átomo #4:

Depois da incrível demonstração de poder na edição passada, aqui recuamos um pouco e vemos mais desenvolvimento do humano que existe por trás do herói. A questão que começa a ser levantada nessa edição acaba sendo a do indivíduo contra a divindade, e com isso acontecendo dentro da cabeça de nosso herói.

O Capitão Átomo, como já era de se esperar, é atacado pelos militares americanos que buscam nele uma arma, uma ferramenta para a dominação mundial através do medo que ele causa.
Oque é uma questão muito interessante sobre a política militar que os USA tem adotado desde o final da Segunda Guerra Mundial.
Mostrando que a questão não é ter poder de fato, e sim fazer o seu poder ser temido.

Ainda bem que isso é somente uma HQ e nosso herói pode combater essa política do medo.
Com a base militar inteira atacando o Capitão, ele é obrigado a demonstrar que armamentos nada fazem contra ele, transformando aviões em “pássaros” e armas em brinquedos.

E essa questão serve para ressaltar a mudança do Capitão Átomo, que vai perdendo cada vez mais sua humanidade, e causando medo nas pessoas por conta de ser tão poderoso.
Como agir normalmente quando um ser com capacidades de destruição em massa está ao seu lado?


Liga da Justiça Internacional #4:

Ou melhor, Liga da Vergonha.

Depois do vexame que eles passaram na edição passada sendo derrotados por “monstrinhos de pedra” e com o Lanterna Verde, Guy Gardner, sendo nocauteado pelo vilão desconhecido conhecido como Peraxxus (não sei porque, mas não tem como levar a sério alguém com esse nome).
Nessa nova edição teremos a vingança da Liga da Justiça Internacional?
Não!
Teremos mais heróis passando vergonha.

Com todos os heróis capturados pelo vilão, temos a cena (é claro que estava faltando algo assim) onde o Peraxxus conta todo o seu plano para a equipe com detalhes sobre sua motivação e suas táticas. Cena que corta a nota dessa revista pela metade praticamente.
E pra concluir, a equipe consegue se soltar e vai de encontro a um combate contra o vilão, mas leva uma completa surra, e Peraxxus começa a finalmente destruir o Planeta Terra.

Não é a toa que a revista foi cancelada na edição 12, porque com esse nível de roteiro, não tem como uma HQ se manter.

Crítica por: Sid

Comentários

  1. O ponto alto de Liga da Justiça continua sendo a arte. É muito bem feita! E escolheram muito bem o vilão para esse primeiro arco.
    Capitão Átomo com mais uma capa maravilhosa. A história consegue me agradar, mais eu sempre fico esperando que ela me leve a algo mais, e esse algo mais nunca chega.
    E esse capitulo de LJI é vergonhoso. Um vilão minerador... poxa, não poderiam arranjar nada melhor não?

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