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A Sombra do Batman - #03

A Sombra do Batman - #03 Mix Panini (Nota: 8,5)


Batman & Robin #3:

Tensão é a palavra que define essa edição. Mudando o foco para Damian, vemos os problemas do Robin tanto com sua família quanto com seus ideais.
Peter J. Tomasi faz um roteiro primoroso, nos fazendo sentir os problemas psicológicos que assolam toda a Bat-Família, além de apresentar um vilão aterrorizante que deve abalar as estruturas entre pai e filho.


No começo da revista temos simplesmente a melhor representação do Alfred até agora nos Novos 52, sendo um mordomo astuto, com uma grande inteligência emocional e intelectual.
Damian não consegue lidar com o fato de seu pai te deixar pra trás e Bruce tenta, sem sucesso, recompensar seu filho com um cachorro.

Até que vemos um pouco de ação de rua clássica, onde uma dupla de bandidos rouba e ameaça a vida de um casal. O fato mais interessante é que esses bandidos são apresentados de uma maneira que faz o leitor desejar a morte deles, mas quando nos deparamos com Robin quase espancando um deles até a morte percebemos o quão isso está errado e o peso da fúria descontrolada de Damian.

Concluímos com Morgan atacando a dupla dinâmica com todas suas forças, abalando os ideais de Robin e dando uma verdadeira surra no Bruce.
Resta esperar para ver na próxima edição oque Morgan pretende fazer com Batman e Robin, e mais importante que isso, Damian se tornará um herói ou um vilão?
Acredito que no fim desse arco isso será decidido.


Batwing #3:

Batwing é completamente fantástico! Fico completamente abismado com o fato de Judd Winick trazer algo tão novo e tão intenso para a mitologia do Batman, e além disso, ele consegue melhorar a história a cada edição juntamente com a arte única de Ben Oliver.

Primeiramente vemos um pequeno vislumbre do passado de nosso herói, uma realidade cheia de violência extrema e morte, onde o conceito de certo e errado fica tão distante que é realmente difícil ver um herói nascendo dessa situação.

Voltando para o presente, Batwing tem uma grande luta contra o vilão Massacre, e enquanto o herói fica entre a vida e a morte durante toda edição (me deixando realmente tenso), nos é mostrado muito mais sobre a história dos heróis africanos e como os heróis desempenharam um importante papel na independência do Congo.

Os detalhes dessa história, as lutas incríveis e o clima que realmente nos faz sentir um pouco da pesada realidade africana mostra que esse título não é somente uma novidade legal, e sim uma nova revista incrível que merece a sua leitura.


Batgirl #3:

Antes de tudo eu queria refletir sobre as piores revistas dos Novos 52, incontestavelmente duas delas são: Omac e Batman: The Dark Knight.
Mas eu pensei em algo, Omac dificilmente alguém tinha altas expectativas para o personagem, e o Batman tem tantas revistas fodas que o fato de uma ser medonha mal faz diferença para o personagem.
Mas Batgirl... ela é uma das minhas heroínas favoritas como Oráculo, não sendo nada menos do que a inteligência dos heróis da DC, e sua volta para o manto de Batgirl é simplesmente a maior decepção das Novas 52.
Agora vamos ver oque ela fez desde que voltou para o manto da Batgirl:
Apanhou loucamente do Espelho, nessa edição ela fracassa e um trem lotado de pessoas morre, e pra completar ela fica lutando contra o Asa Noturna sem motivo algum.

E chega a ser irritante ver a constante escolha de cores claras e um fundo constantemente rosa. Só porque ela é mulher a revista tem que parecer um cenário de Barbie?
Batwoman e Aves de Rapina são duas revistas exclusivas de heroínas que provam que isso não é necessário.

Mas vamos aos detalhes, depois de fracassar em salvar centenas de pessoas, ela fica muito triste e vai conversar com seu pai. E engraçado que o discurso principal dela em sua mente é: “Eu não sou frágil”, sendo que os resultados de suas ações provam exatamente o contrário para os personagens da HQ e os leitores.

Eis que surge o grande Asa Noturna, dando um pequeno ar de esperança na melhora de nível da revista que dura poucas páginas.
Gail Simone primeiramente trabalha com a relação entre Bárbara e Dick, mostrando que ainda tem muito sentimento entre os dois. E temos um flashback que demonstra como nasceu a grande amizade e amor entre os dois, que serve bem como um reforço da relação deles.

Logo após essa pequena brisa de esperança, o desastre volta, e Batgirl e um ataque de imaturidade ataca o Asa Noturna simplesmente para provar de que ela não precisa de ninguém e pode lidar com o Espelho sozinha (oque até agora não tem dado muito certo).

É realmente triste ver a mulher mais inteligente da DC Comics se tornar uma adolescente birrenta e imatura.


Mulher-Gato #3:

As duas primeiras edições da Mulher-Gato se preocuparam em mostrar em como ela é uma personagem sexy e astuta, mas nessa edição o tom muda completamente, onde encaramos o ódio e a culpa da personagem.

Presa e espancada, Selina reflete em como suas ações descuidadas trouxeram essas consequências, tendo sua melhor amiga assassinada o ódio é visualmente claro nas expressões de rosto dela.

Indo atrás de sua vingança, ela se depara novamente com Batman, mas diferente da relação fogosa das edições anteriores, aqui é mostrado o motivo de ser tão complicado eles ficarem juntos mesmo gostando um do outro e tendo uma atração natural.

A edição tem menos conteúdo interno do que as outras revistas do mix, pois se trata de uma conclusão desse arco inicial da Mulher-Gato e o inicio de uma reviravolta em sua vida (coisa que antigos leitores da anti-heroína já estão mais do que acostumados).

O mais importante é que em três edições conseguiu se mostrar muito bem quem é a Mulher-Gato e como ela age. Apesar de não ser dos arcos mais interessantes e elaborados, foi uma ótima introdução da personagem.


Capuz Vermelho & Os Foragidos #3:

Sabe oque é mais incrível desse título?
Esse já é o terceiro número da revista e a trama ainda não começou a ser desenvolvida,e mesmo com isso é um dos títulos mais divertidos e carismáticos dos Novos 52.

Um dos focos da edição é mostra Capuz Vermelho e sua equipe em uma jornada mágica e psicodélica através de um Nexo temporal em busca de uma pista do assassino da Casta que treinou Jason Todd. Como se não bastasse toda a loucura do local, eles enfrentam um ser monstruoso, gigante e digno de ser um ótimo chefe de jogos de ação.



O outro foco é Saru, uma entidade de quatro mil anos extremamente curiosa, que observa as melhores lembranças de cada membro dos Foragidos.
Começando com Estelar, finalmente vemos que ela não é só uma alien gostosa e poderosa e que ela tem um passado terrível e é muito mais feroz do que parece.
Com o Arqueiro Vermelho temos uma cena de redenção, onde o herói tenta se matar lutando até a morte com Crocodilo mas acaba vivendo um momento inusitado de compaixão do vilão, que o salva.
E o mais intenso de todos (capaz de encharcar os olhos dos fãs de longa data do Homem-Morcego), é o momento de Jason Todd, onde é mostrado seus dias de infância como Robin, onde temos um lindo momento entre ele e Bruce.
E oque é impressionante é que o Capuz Vermelho escolhe se livrar dessa memória, mostrando que aquele jovem menino que amava o Batman como um filho ama o pai não existe mais.

Com todo esse desenvolvimento de personagens, esses acontecimentos surreais e hilários e uma arte digna dos maiores desenhistas da DC. Esse é um título que tem crescido muito, mostrando que esse grupo tem mais força do que qualquer pessoa poderia ter imaginado.


Asa Noturna #3:

O Asa Noturna não é um personagem nada novo, surgindo como Robin em 1940 e iniciando sua carreira solo como Asa em 1963. E é surpreendente que um personagem veterano da DC ainda possa ter tanta coisa para ser contada sobre seu passado. 
Se for pensar isso é algo que pode ser utilizado na grande maioria dos grandes heróis da DC, mas é sempre um risco mexer na origem de personagens tão consagrados. Mas nesse caso do Asa Noturna, Kyle Higgins faz um trabalho surpreendente. 

Sendo a terceira edição seguida que o passado do personagem é cada vez mais explorado, finalmente conseguimos perceber que ainda existe muita coisa para se contar do passado de Dick com o Circo.
E dessa vez a edição mistura presente e passado, mostrando o Asa Noturna investigando a identidade do assassino, Saiko, enquanto diálogos, flashbacks e poderes nos mostram mais e mais sobre a infância de Dick antes do assassinato de seus pais. E a parte mais curiosa é que o motivo dele estar sendo tão caçado por Saiko está diretamente relacionada com algo de seu passado no Circo

O único problema dessa edição é que Eddy Barrows divide os desenhos com Eduardo Pansica, que tem traços muito inferiores aos de Barrows, deixando as partes dos desenhos dele realmente desagradáveis.


Batwoman #2:

Eu sei que a maioria de vocês já deve estar de saco cheio de me ver elogiando constantemente os desenhos de J. H. Williams III, que consegue ter um nível de roteiro tão bom quanto sua arte, mas eu queria dar meus parabéns a ele.

Sendo o merecido ganhador do prêmio de artista mais completo na Inkwell Awards, e com os prêmios de melhor capista e desenhista na Harvey Awards com seu trabalho em Batwoman.
Fico muito feliz com o reconhecimento do maior artista de Comics da atualidade e nem preciso dizer que mal posso esperar pra ver a nova minissérie de Sandman que ele está fazendo com Neil Gaiman.

Agora voltando para a Batwoman, aqui Williams não satisfeito com o mistério desse arco, já começa a introduzir diversas novas questões que devem dar muito trabalho para Batwoman.
Enquanto a Agente Chase que quer desmascarar a Batwoman nem que seja a ultima coisa que ela faça, temos a misteriosa batalha entre duas gangues de Gotham: As Feras da Religião do Crime contra uma nova gangue oriental ainda desconhecida.
E enquanto tudo isso é introduzido na história ainda vemos o mistério da Chorona se desenvolver mais e os dramas de nossa heroína se desenvolver mais com seus problemas com seu pai e seu relacionamento crescente com a Detetive Sawyer.

Juntamente com o Batman de Scott Snyder, conseguimos perceber no fim dessa edição que estamos lendo um verdadeiro clássico do Bat-Universo de qualidade superior.


Conclusão:

A qualidade dessa revista consegue se aprimorar a cada edição, conseguindo manter um nível mais alto do que a própria revista do Batman (mas vamos ser justos, é tudo culpa do Batman: The Dark Knight).

Mas tirando o fato de existirem duas revistas muito ruins no meio dessas dez revistas do Bat-Universo, esse é o melhor momento para qualquer fã de HQ’s ler Batman que eu já vivi. Portanto se você gosta do herói e de comics de alta qualidade, compre Batman e a Sombra do Batman agora mesmo.

Crítica por: Sid

Comentários

  1. Pra mim a pior é Batwing. A arte é bonita, só isso. E na 4ª edição o desenhista muda, tornando-a quase insuportável.

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