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Novos Titãs & Superboy #02

Novos Titãs & Superboy #02 - Mix Panini                      (Nota total: 8,0)


Novos Titãs #02

Tratando sem muita consistência de conflitos psicológicos, aventuras adolescentes e pequenos romances, o ouso dizer que o atual Novos Titãs pode até ser comparado a Malhação. O garoto a procura de atenção, acabou sendo preso por meter os pés pelas mãos, atitude bem corriqueira quando se trata de Bart Allen, o Kid Flash. Amarrado pelos pés por uma bola de aço e rabiscando todas as paredes da cela com o símbolo roubado que carrega no peito, KF novamente sai de cena tão rápido quanto entra.

Com uma igualmente rápida aparição de Superboy, ele é mostrado analisando Robin Vermelho e Moça Maravilha, ao que parece, mais um dos enorme clichês será posto em prática. Antes dos herois se aliarem, eles irão obviamente se espancar até a quase-morte, introduzindo-o assim, como um 'vilão'.

Nos é apresentada a casa de Cassie, cheia de relíquias 'adquiridas' no decorrer de anos e um lindo poster com um unicórnio rosa, denotando sua feminilidade, onde Tim acaba por passar a noite usando suas técnicas detetivescas para achar o próximo titã. Logo depois de mais uma cena corriqueira, onde parceiros mirins usam roupas normais com brasões de outros heróis enquanto estão em seu alter-ego, Drake vai procurar por Rastejadora.

Novamente, introduzida na trama como um inimigo, Rastejadora se mostra uma garota confusa e com poderes recém descobertos. De acordo com sua própria irmã, Celine era uma garota normal até que um dia virou um casulo e se transformou numa criatura humanoide-aracnídea e sumiu por aí.

O vilão dessa edição é uma espécie de Sakon/Ukon, ta, é melhor eu dar uma referência ocidental, que o público alvo deste blog irá entender melhor. De um jeito quase "Smeagol", ele fala consigo mesmo mas ao mesmo tempo, fala com seus 'irmãos', pois possui/possuem um poder de teleporte e/ou conseguem se alojar no corpo um do outro, dando uma certa dificuldade para o Vermelhinho enquanto lutam.

De repente, Rastejadora da um fim nos três irmãos e a luta herois Vs. novo heroi começa, clichê que não acaba mais, da até vontade de rir de tão bom... Cassie acaba a nocauteando e Tim a pega no colo para provavelmente, levar até um local seguro.

Como que num flash (ba dun tssssssss), Kid aparece fugindo da cela em que estava confinado e enquanto está correndo para a liberdade, uma das celas chama sua atenção, Solstício aparece encarcerada e pedindo por ajuda, será ela a próxima recruta?

Como o Rick já disse anteriormente, a revista tem potencial, mas acho que tem muito o que evoluir. Nota 6,0

Superboy #02



Nesta edição acompanhamos Superboy desenvolver suas habilidades a um nível extremo, mas esta demonstração de poder é apenas parte da magnitude em excelência que é esta revista, uma das melhores hq´s dos novos 52!  

Abraço /o/
O herói ou anti-herói, ainda não sabemos o que esperar dele, continua sua jornada rumo a libertação, com frequentes e bons questionamentos sobre poder, liberdade e hipocrisia, fora as belíssimas frases de efeito vide “Isto tem a ver com definir limites. Não pedi pra ser criado. Mas vou decidir o Momento e as circunstâncias do meu extermínio.”. Questionamentos que claramente denotam uma consciência sobre si próprio, suas potencialidades, sua funcionalidade para Momentum (que o vê apenas como arma, e a ele não lhe passa despercebido), que repercutem em questões existenciais muito interessantes, como a formação de suas motivações acontecendo diante dos olhos do leitor, ao contrário de todos os outros heróis que já saltam para as suas histórias com as motivações dadas de antemão, a luta contra o crime, ou pela verdade e justiça, ou pelos bons costumes, ética, vida, amor, paz.

Superboy opta nitidamente por mostrar ao leitor passo a passo, HQ a HQ, suas experiências no mundo externo, extralaboratorial, “fora da bolha”, situações hostis ao extremo que nos levam a pensar questões de ordem psicossociológicas: O meio social faz o homem? Suas relações sociais, o meio em que vive, as interferências externas moldam um homem, determinam o seu destino? As respostas para estas perguntas serão determinantes para estabelecer a linha deste novo Kon-El, será ele um herói? Ou um Anti-herói? Ou pior, algo próximo a um vilão... em algum evento futuro?

Sabemos apenas que, se ele resistir a este ambiente de hostilidade palpável, e gerar ainda sim, um sentimento genuíno de compaixão e sacrifício em prol de indivíduos semelhantes aos que o manipularam geneticamente e enjaularam-no (leia-se raça humana, em síntese), estaremos diante de um dos maiores heróis da DC, digno de pertencer a família de Superman, ainda, digno de ficar lado a lado com Kal, com a história continuando neste sentido, resta torcer para que Scott Lobdell nos ofereça o melhor arco já escrito de Superboy.

Melhor do que esta conclusão possível e desejável, somente o meio como ele (Scott) fará isto, os questionamentos, as reflexões internas, e as ações decisivas de Superboy, bem como o momento em que Superboy resolve falar ao mundo (em geral, ele é bem pensativo, o que dá muito peso a trama no momento em que se comunica com outra personagem) são momentos verossímeis, contribuindo para um verdadeiro (leia-se, crível) processo de evolução do personagem, formando assim uma maturidade, ainda que precoce, de Kon-El (duvido que Kid Flash pensaria numa linha madura como esta, algum dia na minha vida).
Ainda, cabe um elogio ao traçado que não cai em qualidade, de modo algum, em especial, nas cenas de luta, belissimamente realizadas. O traço simples, quase cartunesco de R.B. Silva e as cores de Richard e Tanya Horie e porque não Rob Lean com sua arte final? Todos, excelentes profissionais, que na fusão de suas artes dão um tom leve e apreciável na leitura, que representa bem as cenas sutis e humanas de superboy, sem esmorecer nas de poder e violência. 

Por fim, após este “esquenta” esperemos com avidez pela próxima edição de Superboy! Afinal, terminados os testes com aliens rebeldes, é chegada a hora de enfrentar a turma rebelde de Robin! Isto é, se o Super estiver inteiro após a conclusão de poder de 10 mil sóis. Nota 10,0


Novos Titãs por Cuba
Superboy por Rick

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