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Liga da Justiça – #03

Liga da Justiça – #03 Mix Panini         (Nota: 8,0) 

Liga da Justiça #3:

Depois de duas edições com heróis se socando e se ofendendo entre si, finalmente as coisas começam a tomar rumo e finalmente temos uma edição realmente boa e divertida de ser ler.

Essa revista tem 3 fatores muito bons (3,5 pra ser sincero, mas depois falo sobre isso).
E a parte engraçada é que a ação continua desenfreada como nas edições anteriores, mostrando que o problema era o foco e a dinâmica da ação, e não ela em si.


Como primeiro bom fator, temos a introdução da Mulher-Maravilha, onde Johns não explora muito a mitologia da personagem, mas mostra que ela é uma guerreira que ama batalhas e sorvetes (sim, sorvetes). E essa introdução da personagem funciona de uma maneira excelente, pois ela se encaixa perfeitamente no clima da revista e acaba adicionando muito conteúdo para a equipe.

Seguindo adiante temos mais pancadaria, sim, muito mais do que nas edições anteriores. Mas diferente de vermos herói brigando contra herói por motivos idiotas, aqui vemos eles lutando contra exércitos de Parademônios. A parte interessante é ver a dinâmica de equipe funcionando, com destaque para o Superman e a Mulher-Maravilha, que literalmente despedaçam os pobres demônios aos montes (pelo que eu me lembre, eles são seres vivos de Apokolips; e mesmo eles sendo essas criaturas bizarras, é chocante ver que os heróis da Liga não tem nenhuma hesitação em matar todos eles).

Quem diria que seria uma mulher que iria salvar a maior equipe da DC?

Agora como o melhor elemento da edição, que foi o único que foi desenvolvido bem nas edições anteriores, é o Cyborg. Que depois do acidente anterior, aqui ele está literalmente se despedaçando durante a revista (sendo que no final ele já está sem braços e pernas, oque é algo chocante para uma revista da Liga...), obrigando seu pai a usar a tecnologia de enxerto de pele tecnológico, transformado-o finalmente no Cyborg!

Por fim, temos a aparição do nosso adorado e incrível Aquaman, que já chega mostrando que é badass e que vai mandar nessa porra toda equipe.


Capitão Átomo #3:

Se o roteiro dos números anteriores deixava a desejar por ser muito superficial e fácil, aqui parece que J.T. Krul começa a corrigir esse problema, adicionando muitas questões interessantes e explorando o dilema existencial do herói com louvor.

Nessa edição o herói parece se dar conta de seu status quase divino, conseguindo não somente salvar pessoas ao redor do mundo, mas conseguindo manipular situações para a maior felicidade dos seres humanos. Algo que se for pensado mais a fundo, é muito além de qualquer coisa que um super-herói poderia fazer, elevando o status do Capitão Átomo para um ser de capacidades ilimitadas e absolutas.

Porém isso não é absorvido de uma maneira fácil pelo Capitão, afinal ele ainda é somente uma mente humana. Levando ao inevitável isolamento do herói, que não simplesmente não sabe se é certo utilizar poderes tão únicos para alterar a vida das pessoas. E esse é um conceito que seria extremamente assustador e incrível se fosse utilizado por um vilão em vez de um herói.

Com a companhia de outro ser que sofre de isolamento devido a sua velocidade, o nosso grande Flash, a revista também trabalha a dinâmica de como um herói com poderes incríveis ainda consegue ter sua vida social enquanto outro que perde cada vez mais a sua conexão com o mundo.

Em uma cena fantástica onde o Capitão luta para impedir a explosão de uma ogiva nuclear, vemos mais um poder magnífico dele, com o herói literalmente conseguindo dobrar o tempo para voltar alguns segundos no passado e conseguir mudar completamente o resultado da explosão nuclear. E sim, é mostrado em pequenos quadrinhos um soldado sendo obliterado e voltando a vida graças ao poder do Capitão Átomo, algo que me deixou completamente espantado com a magnitude de poder que ele alcançou.

Para o final da edição fica um novo desafio para nosso deus-herói: Como ele vai reagir em frente ao poder da autoridade depois de estar compreendendo cada vez mais a natureza absoluta que ele alcançou?


Liga da Justiça Internacional #3:

Por muito pouco essa edição da LJI conseguiu ser um pouco melhor que a edição passada, mas repito, por muito pouco.
Poucas coisas acontecem? Confere.
Pouco desenvolvimento de personagem? Confere.
Vilões ridículos? Confere.
Mas pelo menos é melhor tem um pouco disso do que nada, não é?

A edição comete um erro terrível dedicando páginas para a dupla governamental, Emília e André, que simplesmente não tem nada de interessante. Ainda bem que são somente duas página dessa chatice.

Se anteriormente a equipe recuou derrotada em frente ao inimigo, nessa eles voltam ao ataque se dividindo em duplas:
Gladiador Dourado e Batman, Soviete Supremo e Gelo, Fogo e Víxen, e por último Augusto General de Ferro e Godiva.
Um fato impressionante é que de todas essas equipes, a única que não é mostrada sendo derrotada pelos monstrinhos de pedra (que coisa horrorosa) é a última, e isso graças ao General de Ferro, mostrando que esse personagem ainda tem muito a oferecer para a revista.

Por fim vemos o Lanterna Guy Gardner descobrindo o verdadeiro vilão por trás disso e sendo nocauteado com somente um golpe (sim, um Lanterna Verde que desmonta com UM golpe).

A edição só não é tão ruim porque a anterior conseguiu pior ainda, mas lamentavelmente está deixando muito a desejar. Com um primeiro arco fraquíssimo, com quase nenhum desenvolvimento de personagens e nenhum vilão interessante, a Liga da Justiça Internacional está se mostrando em um nível muito abaixo do que deveria ser realmente.


Conclusão:

A revista melhorou muito da edição #2 pra #3, e isso era algo que eu posso dizer que eu não esperava (sim, eu já estava perdendo as esperanças pra essa revista).

Com a Liga da Justiça e o Capitão Átomo melhorando a questão de superficialidade, a revista consegue unir ação, diversão e reflexões.
Realmente fiquei muito feliz com essa terceira edição e espero que continuem desenvolvendo bem a revista que é (ou pelo menos deveria ser) o carro-chefe dos Novos 52.

Crítica por: Sid

Comentários

  1. Essa edição foi realmente ótima. Aquaman chegou colocando ordem e o ciborgue foi criado. Tudo encaminhando muito bem.
    Capitão Átomo teve um bom capitulo, e a participação do Flash só enriqueceu mais. E que capa incrível com esses dois!
    E LJI é tão ruim que acabou por ser legal.

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