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Um ano de Novos 52 e 10 motivos para continuar lendo

Quinze meses desde o anúncio. Doze edições. Dez títulos cancelados e outros dez novos para substituir. Várias mudanças de esquipe criativa, um bocado de mini-séries, incontáveis personagens novos e reformulados e ainda nada de Wally West.

Agora estamos a poucos dias do aniversário de lançamento do primeiro título das Novos 52. Começando em 31 de Agosto de 2011, com a publicação de Liga da Justiça #01, uma nova era de quadrinhos de super heróis começou, permitindo novos leitores, conceitos mudados e origens mais enxutas, fizeram essas histórias mais fáceis de folhear.

Essa semana, em reconhecimento a marca de um ano de sua estréia, focaremos em como as Novos 52 afetaram a experiência de leitura. Hoje, damos uma olhada no que teve de bom durante esses primeiras doze meses dessa ousada iniciativa, declarando 10 razões para você continuar lendo.


10 Artistas viraram roteiristas
Quando a DC anunciou as Novas 52, vários nomes que apareciam como 'redatores' eram de pessoas que anteriormente conhecidas pelas suas artes. Em setembro de 2011, ficou claro que a DC utilizaria o reboot para dar aos artistas uma chance de escrever.

Enquanto nem todos os artistas que viraram roteiristas tiveram tanto sucesso quanto gostaríamos, alguns resultados foram bem surpreendentes. J.H. Williams sempre foi conhecido por sua arte inovadora, agora ele nos provou que seus argumentos não ficam para trás, ao lado de Haden Blackman em Batwoman. A combinação de Brian Buccellato e Francis Manapul  em The Flash ajudou a redefinir o jeito que se lê quadrinhos, do jeito ajeitam suas próprias artes para explicar o que geralmente acontecia por pequenas observações.

Apostamos que ainda existem ótimos roteiristas no elenco de arte e que a DC está abrindo portas para mais deles conseguirem suas tentativas.

09 Um Aquaman que deu certo
Antes do reboot, Mulher Maravilha e Aquaman tiveram tempos difíceis, conseguindo respeito seja no Universo DC ou nas tabelas de vendas.

Elas são dois dos personagens mais icônicos e conhecidos da DC, mas a editora lutou bravamente para tentar vender aventuras solo de cada um deles.

Para o relaunch, a DC os abordou de maneiras nada convencionais. Geoff Jonhs e Ivan Reis, o time de criação mais querido pelos fãs, reformaram o Aquaman de uma maneira a qual abraçaram as 'brincadeiras' que faziam com o personagem e as transformaram em motivo de respeito. em Mulher Maravilha, a editora deixou Brian Azzarello e Cliff Chiang manterem todos os deuses por perto e também abraçar o lado de horror da história.

Resultado? Mulher Maravilha está vendendo com uma consistência que não atingia a anos e Aquaman pulou para o Top 10 mais vendidos. Vamos falar de respeito.

08 Grant Morrison em Superman
Por anos, parecia uma ideia que o tempo nunca ia deixar acontecer. Depois de deixar escapar Superman 2000 e a publicação da magnífica All Star Superman, Grant Morrison escrevendo uma série mensal do Super parecia uma coisa que nunca rolaria. considerando que suas mãos estavam cheias redefinindo o mundo de Batman numa base de dois em dois anos. As Novas 52 mudaram isso, não só dando a Morrison Action Comics, mas também uma chance de recriar as origens do Homem de Aço como lhe coubesse.

O resultado foi um jovem heroi que veste a camisa um pouco mais abertamente, que não é mais o porta voz do status quo (especialmente das leis) que antes era e suas aventuras mensais agora passam pelo tempo e até mergulham em outras realidades se necessário.

O Superman 'renascido' de Morrison não é aquele lotado de easter eggs da cultura pop que seu Batman Incorporated é, nem o épico All-Star Superman, mas com certeza é algo entre as duas; não só uma dos melhores títulos das Novas 52 que entraram e saíram, mas o melhor título que uma revista do Superman já teve em décadas.

Com a saída de Morrison recentemente anunciada, ele fica até a edição #16, então é melhor aproveitarmos enquanto esse beneficio nos é permitido.

07 O retorno da Terra 2
Além da promessa de explorar seu multiverso depois de Crise Infinita (antes disso em, Hipertempo), o Universo DC pré-Novas 52, nunca conseguia incluir completamente suas 'Infinitas Terras'. Claro, tivemos a Sociedade da Justiça da América no desenrolar de Contagem Regressiva: Arena, lutando contra suas contra partes, mas em sua maioria, era como se a Terra 2 não existisse.

Agora não mais; não apenas Poderosa e Caçadora estão presas em um mundo que não é delas, na mensal Worlds' Finest, mas temos James Robinson e Nicola Scott mostrando suas habilidades na construção de um novo mundo, restaurando a Sociedade da Justiça como os maiores super herois de seu mundo em sua série Terra-2.

Não é o apogeu da década de '80 de Roy Thomas e seu All-Star Squadron e Corporação Infinito, mas o futuro não parecia promissor para o multiverso DC desde 1985.

06 Melhores publicações do Batman
Enquanto a linha de quadrinhos Batman tem sido forte por um tempo -- evidenciado pelo fato da DC não mudar tanto o personagem -- o reboot pareceu ter feito um bem ainda maior, enquanto adicionava muito mais diversidade a linha. Eles pode não ser perfeitos todo o tempo, mas a família inclui trabalhos fantásticos, tanto é que vários deles são top sellers do UDC.

Prova de que está dando certo: a DC tem atualmente cinco séries rolando com Bruce Wayne na liderança, mas ainda nenhum fã vem falando nada e se contar, elas estão bem em vendas num top 25.

As publicações do Batman também estão lançando crossovers do jeito que gostamos. Com 'Noite das Corujas' (rolando no Brasil) e a vindoura 'Morte da Família', os leitores não precisam comprar todas as revistas, apenas simplificar para uma das histórias que usa a mesma faixada. De acordo com o executivos da DC, a saga foi um sucesso de vendas no mês de maio e acrescentou uma maior coesão a linha que ja era bem forte.

05 Sem mais atrasos (ou quase)
Se houvesse apenas um problema logístico que vem assolando os quadrinhos na ultima década, é a demora na entrega das revistas (Aqui no Brasil isso também acontece com a Panini Comics). Alguns quadrinhos já viraram piadas corriqueiras pelos atrasos constantes e outras, ficaram simplesmente sendo movidas de la pra ca chegando a um ponto em que as mais vendidas tanto da DC, quanto da Marvel, nem chegavam as lojas.

Essas edições 'perdidas' não machucavam só as editoras, mas também as comic shops e a retenção dos leitores antigos.

Com As Novas 52, a DC manteve um impecável histórico de entregas, entregando tudo certo a cada mês que chegava, mesmo que as vezes fazendo isso em uma única semana do mês.  É ainda mais impressionante quando combina-se o prazo curtíssimo necessários para sair ao mesmo tempo que as versões digitais.

Mesmo que não sejamos fãs de fill-ins corriqueiramente necessarios para manter o trem andando, o problema de 'atraso' quase que desapareceu com a chegada das Novas 52 da DC.

04 Maior diversidade
Para uma linha de quadrinhos de super herois, as Novas 52 com certeza tentaram uma interessante gama de varições de formulas. Pegou os títulos da Vertigo, como Monstro do Pântano e Homem Animal, ofereceram mais títulos de horror à editora. Enquanto Demon Knights, Eu, Vampiro, Falcões Negros, Sgt. Rock e os Homens de Guerra e Grandes Astros do Faroeste alongaram as definições ainda mais.

Em termos de personagens conhecidos, a linha lançada de homens héteros não-brancos sugerem mais diversidade das editoras principais do que aparenta. Mesmo que o mercado não suportasse uma maior diversidade nos títulos (em termos de caráter e gênero). Em Falcões Negros, Homens de Guerra, Super Choque, Senhor Incrível e O.M.A.C. temos a fuga do esteriótipo 'heroi branco bate em vilão branco', porém, alguns foram cancelados no volume #08, masa DC ainda deveria ser aplaudida pela tentativa, se isso apenas levasse a mais tentativas no futuro, até mesmo de outras editoras. O novo Lanterna Verde de descendência árabe é uma intrigante continuação dessa ideia.

03 O mercado direto vive novamente
As Novas 52 certamente pularam a frente do mercado direto e supostamente, do mercado digital também. Não só as vendas da DC subiram exponencialmente em setembro, mas acabou que a maré subiu, levantando todos os 'barcos': as vendas de toda a indústria dos quadrinhos cresceu como resultado do reboot.

Perdendo o domínio do mercado pela primeira vez em anos fez com que a Marvel tomasse providências, com a publicação de Vingadores Vs. X-Men, um novo evento que incendiou as vendas da Casa das Ideias e a recém anunciada 'Marvel NOW!', que será um reboot gradual da editora, promete várias #01 nos próximos meses.

Com seu primeiro anúncio, os críticos falaram que as Novas 52 não passavam de uma estratégia de publicidade. Isso pode até ser verdade, mas foi uma estratégia que definitivamente funcionou.

02Versão digital no mesmo dia
Até as Novas 52, editoras e vendedores sempre ficaram preocupados que se as versões digitais saíssem no mesmo dia das revistas fosse afetar o mercado como um todo. Enquanto DC , Marvel e algumas outras editoras ocasionalmente lançavam as digitais e físicas ao mesmo tempo, não houve um movimento maior acerca disso.

Tudo mudou em Setembro de 2011, quando a DC provou que ainda ha uma audiência substancial para as revistas mesmo que as versões digitais estejam a venda no mesmo dia - mesmo que isso possa ser alterado no decorrer do tempo, enquanto leitores se tornam cada vez mais 'digitais' ou os que gostam das publicações físicas, envelheçam - isso aconteceria algum dia. Por causa das Novas 52 ter mudado para o digital ao mesmo tempo, uma nova audiência digital que anteriormente era incapaz de achar uma comic shop, agora pode achar suas revistas favoritas direto de sua casa, imediatamente.

01 O universo se expande
O sucesso mais simples das Novas 52 foi a questão de ser construído desde seus primórdios. Relançando a linha e recomeçando o universo, todos partiram do mesmo ponto e histórias enraizadas de passados difíceis de se lembrar, simplesmente evaporaram. Reiniciar o universo, apesar do reboot ter sido negado pela DC no começo, forçou os criadores a saírem de suas zonas de conforto e os fez abordar histórias que funcionariam ou não para novos leitores que pegariam uma revista pela primeira vez.

Alguns criadores tiraram mais vantagens do que outros. A Mulher Maravilha de Brian Azzarello e Cliff Chiang, por exemplo, parece uma história que seria impossível na antiga versão da Amazona. Mas só tendo essa vantagem em potencial e a pergunta de que seus quadrinhos fariam sucesso ou não como um chute inicial, resultou em vários ótimos trabalhos e conseguiu ser melhor do que o esperado.

Fonte: Newsarama

Comentários

  1. Curti muito a matéria e até compartilhei no meu face.
    Leio quase todas as histórias e gosto de várias.

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  2. Parabéns pelo site e pelas matérias, muito bem comentadas e aprofundadas, sem dúvida um fôlego novo que a gente estava precisando. O Blog supracitado está ficando muito chato.

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