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Superman - #02


Superman - #02 Mix Panini                                     (Nota: 9.5/10)


Superman #2    Nota: 8.5/10

Evolução. Esta é a síntese do que ocorreu nesta edição em relação à primeira. O primeiro ponto digno de destaque foi a jogada pra escanteio de Lois Lane, ainda não o bastante, é incrível como caí o rendimento da revista, quando a história vai pra Lois no planeta diário conversando com Kal sobre ética e o rapaz da “comemoração”. Lois Lane está mais tolerável, porém está longe de ser uma aliada desejada (intenção clara desta revista), como é a Oráculo ou o Alfred para o Cavaleiro das Trevas.

Posto isto, vemos que o ritmo desta edição está muito bom, repleto de ação, a história é boa, nada excepcional, mas trabalha de maneira muito positiva com os vilões que são o ponto alto deste arco, criando uma relação entre eles e gerando uma excelente atmosfera de mistério a trama.


Os inimigos de Superman estão intrigantes e desafiadores, num patamar raramente visto nas revistas mensais de Super, especialmente quando tratam-se de vilões inéditos.

Superman está bem melhor neste segundo capítulo, agora ele se comunica mais, interage mais com o ambiente (em parte, isto se deve a jogada pro escanteio de Lois-Lane- heroína do roteiro), por fim, com esta edição é possível ver a tendência que será assumida neste arco, neste sentido, fica clara a opção de George Pérez para um Superman mais introspectivo, bem como nada chegado a eventos sociais, nada de conversar com o povo que salva, ou acenar de modo amistoso, cenas comuns por vezes, neste quesito lembra Bruce, na pele de Batman.

Por fim, resta uma crítica que aliada à fraca presença (de conteúdo, pelos deuses não quero mais páginas dela) de Lois, limitaram a nota desta revista, de modo que não conseguisse atingir a nota máxima, indo ao ponto, é a respeito da introspecção excessiva de Kal nas cenas de ação, que demonstra claramente ser uma muleta para o desenho, bem como para engroselhar o roteiro, as mesmas cenas sem os balões de pensamento de Kal, são 2 vezes melhores, com os balões (ou quadrados) vemos uma desacelerada na ação da HQ, que é justamente contrária a proposta deste arco, que contém muita ação e muitos inimigos, O próprio clima desta HQ é repleto de animosidade (seja no ambiente de trabalho de Clark Kent, seja nas conversas concorrenciais de Lois (sobre jornalismo U-hu), ou o pai da mesma (com contornos de conversa sobre quem têm/pode/deve de proteger os humanos), sem falar dos inimigos misteriosos.

Expectativas a todo vapor para a próxima edição!


Supergirl #2 Nota 10/10

Excelente revista! Uma edição que lembra um filme de ação com conteúdo, aprofunda o apresentado na primeira edição com qualidade, destaque para os desenhos, que esboçam a força destes super seres na sua verdadeira potência, cenas que pulsam de poder, com as capacidades físicas de Kal e Kara (tomará que Zack Snyder pegue umas ideias emprestadas daqui), sendo levadas a níveis crescentes. Mahmud Asrar, bravo quadrinhista, manja muito de composição!

Bem, a mitologia kryptoniana, como era esperado pela introdução desta personagem, que de fato, viveu a cultura de Krypton, é ampliada, trazendo novos elementos a database kryptoniana, destaque nesse ponto para superman, que demonstra uma qualidade louvável, de ser um estudioso sobre a cultura de krypton, ao aprender o idioma, e a história política de seus ancestrais sozinho, uma qualidade menta (inteligência e a consequente aptidão ao conhecimento), facilmente percebida em Batman, mas raramente explorada, no universo de Kal, em muito focado com suas qualidades morais. Aliás, eles corrigiram, agora o idioma dos superseres é de fato Kryptoniano! Confiram página 26, vou riscar a palavra Kryptonês e fingir que ela nunca existiu.

Quanto à trama, a história evolui, bem como se aprofunda o mistério sobre a organização que está caçando os superseres. Esta HQ está perfeita. Não diria que é a melhor das novas 52, mas com certeza é fiel e preenche todas as expectativas lançadas para ela!

Conquista a confiança, agora é com avidez que espero pela próxima!


Action Comics #2 10/10

Mais uma edição épica, não é a toa que Action Comics é uma das revistas mais aclamadas das Novas 52, dando a entender que este arco ficará pra memória.

O Jovem Kal abre a HQ sendo torturado, mas o detalhe que fica é a força de seu caráter e da boa índole que o impulsiona, que apesar deste evento traumático, pra qualquer cidadão, ainda mais um super ser, que não fez nenhuma outra ação, exceto a de ajudar, este mantém sua dignidade krypto-humana (por que não?) frente aos seus ofensores e não os reduz a cinzas na primeira oportunidade. Nada como uma boa criação.

A mitologia kryptoniana é explorada nesta edição, engrandecendo o personagem e fortalecendo sua história pessoal, este novo adendo faz com que a história suba em nível de qualidade, adicionando mais uma camada de qualidade neste arco e dando uma deixa para o que está por vir.
Os desenhos são excelentes, repletos de força e violência (no limite do que um herói pode/deve fazer), captando por completo a essência deste Jovem Superman, inexperiente, com emoções a flor da pele, ignorante de seu passado e de bom coração.

Lex Luthor abandona o muro da neutralidade moral, saindo de seu discurso cinza, superprotetor da raça humana, demonstra seu caráter moral viciado, que se contrapõem ao seu intelecto superior em gênero, número e grau. Porém, seu nível de profundidade, em termos de vilania, aumenta em consonância uníssona a sua posição xenofóbica. Grant Morrison faz aqui, um excelente trabalho, ao construir todos os personagens do universo de Superman do zero, Lex, Kal, até o pai de Lois Lane, crescem em profundidade na medida em que a história flui. Não nos é entregue um Lex odioso desde a primeira oportunidade, mas um Lex no qual é possível se identificar até, porém nesta edição, a paridade entre o leitor e Lex é quebrada (ao menos espero). Pois este agride certos conceitos de humanidade, de frente, ao torturar um individuo que não só é seu semelhante em termos genéticos mínimos, como também parece não se importar com o sofrimento de outro ser vivo desde que a finalidade cientifica de criar Deuses Guerreiros seja atingida (ver pag. 51), criando uma imediata correspondência às teorias geneticistas do período Nazista. O que por si, já é abominável.
ROARRR

Ainda, nesta edição é possível obter um esboço do General Sam Lane como vilão, desde a conivência ao uso das instalações militares para tortura de superman até a falsidade metódica direcionada a própria filha, para encobrir a real situação de superman.

Por sinal, esta Lois está aceitável, não é inconveniente, talvez o George Pérez devesse aprender algo aqui.

A conclusão é primorosa, ao fechar com dois futuros vilões para o Kryptoniano, um dos quais certamente deverá ser o Nêmesis do arco. Resta aguardar pelo próximo número!


Crítica por: Rickhart

Comentários

  1. Action Comics é o melhor título da DC pós-reboot e Superman tem o melhor mix dentre as revistas DC da Panini!
    Estou ansioso pelo próximo número e pelo próximo rewiew de vocês!
    Valeu!

    ResponderEliminar
  2. Realmente, eu também acho que esta é uma das melhores revistas da Panini (Action e Supergirl são sensacionais!).
    To aqui no aguardo, e a próxima minha (critica) será da revista DARK! Espero que goste.
    Abs man!

    ResponderEliminar

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