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Lanterna Verde - #02

Lanterna Verde - #02 Mix Panini                                               (Nota: 8,0)      

Lanterna Verde #2:

Se a primeira edição mostrava como Hal Jordan lidava com sua vida sem poderes na Terra. A estrela da segunda edição é o poderoso Sinestro, mostrando que ele ainda é um dos Lanternas Verdes mais badass do universo.

A história se desenvolve mostrando a enorme rivalidade e conflitos entre Hal e Sinestro, mas com uma nova dinâmica: recebendo um anel do Sinestro, Hal volta a ser um Lanterna Verde,  porém o anel é completamente controlado pelo vilão. Criando novamente a dupla da origem do Hal Jordan, com ele como aprendiz e Sinestro como mestre.

A diferença de estilo de abordagem deles é muito explorada nessa edição, enquanto Hal realiza um resgate de maneira pessoal e heróica, seu arqui-inimigo realiza o mesmo ato de maneira completamente impessoal e com muito mais eficiência.

Os desenhos de Doug Mahnke estão excelentes, mostrando a diferença clara dos constructos dos dois Lanternas Verdes. Onde em um caso vemos o estilo terrestre e simples do Hal e no outro vemos uma ação complexa com estrutura alienígena . Além do fato do vilão dessa edição (apesar de durar muito pouco) tem um design bizarríssimo e assustador.

Geoff Johns
realiza aqui uma história com estilo muito parecido com a da Liga da Justiça, mas de uma maneira muito mais interessante. Enquanto lá ele faz uma ação desenfreada e deixa a história superficial, aqui ele se concentra na rivalidade entre os dois personagens e se aprofunda no estilo e perfil de cada um deles.

O fato curioso é que mesmo com o enorme conflito entre os dois Lanternas, Sinestro vai até Hal procurando ajuda para conseguir libertar o seu planeta natal de sua antiga Tropa Sinestro.
Fato que mostra que apesar de todo o ódio mútuo entre os dois, Sinestro tem uma enorme confiança nas capacidades de Hal Jordan como Lanterna Verde.


Lanterna Verde – Os Novos Guardiões #2:

Como ficou prometido no final da edição anterior, essa começamos com uma batalha multi-colorida com diversos Lanternas de várias tropas querendo acabar com o Kyle Rayner.

A revista demonstra muito bem os poderes e estilos de cada Tropa: a Vermelha sendo completamente furiosa e descontrolada, a Amarela se mostrando quase idêntica a Verde, a Violeta com seus cristais imobilizadores, a Índigo canalizando os poderes dos Lanternas próximos e a Azul que fortalece a Verde (a metáfora de que a Força de Vontade e as Esperança juntas se fortalecem).
Essa apresentação é muito boa para os leitores que desconhecem essas outras Tropas de Lanternas.

A personalidade dos Lanternas também é bem explorada: a Blezz sendo completamente furiosa e descontrolada, Arkillo e o genial fato dele projetar a voz com o anel por ter tido sua língua arrancada, Fatalidade e seu jeito impiedoso, entre outros.

PODER
Com tantos Lanternas de alto escalão atrás do Kyle, ele não consegue lidar com todos eles, mas acaba sendo salvo pelo Santo Andarilho, que aumenta o poder de seu anel, e fogem para Oa em busca de respostas.
Em Oa, Kyle acaba sendo atacado pelos Guardiões do Universo pelo fato de todos os anéis estarem atrás dele, e os guardiões o julgarem “sem controle”. Ainda vemos o fato revoltante dos Guardiões terem feito uma espécie de lavagem cerebral no Ganthet, transformando-o novamente em um ser sem emoções.
Na última página vemos todos os anéis escolhendo o Kyle como portador (em um dos momentos mais nerds para qualquer fã de Lanterna Verde) e ele se torna um Super Lanterna Overpower.

A revista está muito divertida, explorando bastante a mitologia das várias Tropas criadas a pouco tempo. Tony Benard lida bem com o fato de ter personagens com personalidade tão distintas na mesma revista. Os desenhos se mostram bons, mas com cores radiantes demais, algo que eu pessoalmente não aprecio.

É a revista com a proposta mais diferenciada de todo o Universo do Lanterna Verde, e continua seguindo gerando alta expectativa pela próxima edição.


Tropa dos Lanternas Verdes #2:

Essa é sem dúvida a revista mais intensa do mix. Da mesma maneira que a edição passada trabalhou a personalidade do John e do Guy e mostrou um pouco da tropa e seu novo inimigo, essa coloca os Lanternas em muitas cenas de ação com resultados dramáticos.

Começamos vendo os Lanternas chegando ao planeta com a população completamente devastada e uma dupla de Lanternas assassinada. Mal temos tempo para lamentar e já continuamos com os heróis no encalço do assassino. Mas nesse caso não é somente um assassino, mas vários tentando devastar a vida em outro planeta.
As cenas de luta são intensas pelo fato dos inimigos terem uma espécie de imunidade aos constructos dos Lanternas, tornando a luta dificílima para os heróis.

Com um final empolgante e chocante ao mesmo tempo, afinal não é sempre que vemos um dos Lanternas mais conhecidos ser completamente desmembrado. A revista mantém um nível de ação altíssimo juntamente com uma trama interessante e empolgante.

Peter J. Tomasi faz uma revista ótima, conseguindo mostrar oque a Tropa dos Lanternas Verdes tem de melhor: vários membros únicos com diferentes personalidades e aventuras espaciais dignas de ótimos filmes sci fi.
A arte de Fernando Pasarin continua sendo extremamente bonita e agradável, conseguindo demonstrar a violência e a ação na revista de uma maneira que poucos conseguem.

Conclusão:
 
O mix do Lanterna Verde continua mantendo seu ótimo nível, conseguindo trazer três tipos de histórias distintas no universo dos Lanternas, a revista demonstra muito bem os melhores aspectos dos heróis esmeralda. Sendo assim, a revista mais estável de toda a linha DC Comics.

Mas acho que depois de tanto tempo com os Lanternas tendo altas sagas sensacionais eu fiquei mal acostumado, com aquela ligação entre os títulos onde todos lutam contra o mesmo inimigo em vários frontes.
Mas tenho certeza que esse período atual dos Lanternas Verdes ira desembocar em mais uma saga incrível.

Crítica por: Sid

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