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Flash #02

Flash #02 - Mix Panini                                                         (Nota total: 6,8)

Minha reação ao ver a capa dessa edição foi exatamente essa. Quero saber qual foi o pensamento de merda que passou pela cabeça do editor maluco que ta cuidando dessa revista. Em uma publicação com o nome do glorioso Flash estampada no cabeçalho, só deveria ter as do Corredor Escarlate nela. Diferente de uma Universo DC, Dark, Edge ou Sombra do Batman, que são grandes mix que podem ficar revezando. Já que o Arqueiro e o Exterminador dividem a revista com o Flash, era de se esperar que algum dia o chamariz seria deles, mas poxa, logo na segunda edição e logo uma chinfrim dessas? Sem contar que a capa de The Flash #2 é sensacional. Pelo menos mantiveram a ordem, deixando o homem mais rápido do mundo em primeiro lugar.


Flash #02

Sério, a coisa que mais me deixa feliz quando começo a ler Flash, é a genialidade na qual o nome do Vermelhão é mesclado na cena e apresentado junto ao título do capitulo. Nessa edição, somos apresentados ao conceito de que o Flash não é composto apenas por movimentos rápidos, vibrações moleculares e piadas envolvendo seu nome, ele tem uma incrível velocidade de raciocínio, o que ele também acaba de descobrir.

Retornando das páginas pré-reboot, temos o que parece ser um protótipo da Esteira Cósmica, um aparelho utilizado pelos Flashes para viajar tanto no tempo como entre as 52 Terras paralelas. Ela é apresentada apenas como uma forma de o Dr. Elias estudar as habilidades que a Força de Aceleração dão ao nosso heroi.

O novo capítulo é basicamente sobre a descoberta de que seu pensamento é tão rápido quanto sua velocidade e como ele pode usar isso no meio de suas correrias. Enquanto Barry está usando seu pensamento acelerado, uma conversa entre ele e Iris West acontece e algo sobre o passado deles é revelado, eles tiveram um único encontro. O que eu tiro disso? Simples, eu quero o Wally de volta e LOGO!

No decorrer das páginas, alguns flashbacks tomam forma, mostrando como Allen e Manuel Lago se conheceram e como Manuel se meteu com experimentos genéticos e agora é o ponto central de uma gangue de clones, que para descobrirem uma maneira de permanecerem vivos, acabam assaltando um baile no primeiro volume e até sequestram uma pessoa. A HQ acaba com o doutor sequestrado começando um teste com uma máquina, o que causa um enorme P.E.M.(Pulso Eletro-magnético) em Central City, fazendo a cidade ficar em total escuridão. E não é só isso, Iris West que tinha ido até Iron Heights entrevistar um detento, acaba por ficar presa lá dentro com as celas abertas e um avião que passava sobre a cidade também foi pego, fazendo assim, a ultima página do quadrinho.

Olha a boca!
Arte e roteiro por Francis Manapul & Brian Buccellato continuam impecáveis, o mais triste é não ver a ilustração do talentosíssimo Manapul na capa da edição. Nota 7,5.

Arqueiro Verde #02

Como diria o apresentador da globo mais conhecido por sua propaganda de filtro solar, "Vamos dar uma espiadinha?". Ah, vátomanocu... Ta parecendo reality show isso, loirinho bombadinho batendo nas irmãs delicinha e o panacão malhador ameaçando o dito cujo. Ta, desculpa, vou ficar sério agora. Ou não.

Usando de sites de fofocas e notícias no estilo TV Fama, o Arqueiro sai por aí caçando duas integrantes do grupo que o está perseguindo, no meio da destruição de um restaurante, ele acaba por capturar as duas. Lógico que o grupinho de viciados em atenção ficam #chateados e querem pegar o verdinho, calma que eu já chego lá, só preciso ficar um pouco nervoso com uma coisinha.

Como vimos na primeira edição, um dos executivos das Industrias Queen não está nada satisfeito com os sumiços de Oliver e da uma comida de rabo nele enquanto rola um 21 na quadra de basquete com um jogador. É uma página bem dispensável, não fosse o fato do executivo cogitar o fato de Oliver sair um pouco por aí, promovendo a 'cara' do Núcleo-Q, fazer um pouco de relações públicas e tals. Porque isso é importante? Bem, daí pode surgir uma ideia de usar o Arqueiro Verde como garoto propaganda das Indústrias, talvez revelar a identidade, algo nesse estilo e começar uma boa leva de histórias.

Enquanto um novo membro dos Caçadores de Emoções é assassinado em uma apresentação ao vivo para toda a internet e no finalzinho ainda tem uma promessa de matar o Arqueiro. Enquanto Queen discute isso com sua assistente nas horas de heroi, mostrando quem são os vilões da vez é aí que rola o dialogo que me deixou puto. Sempre que tem algum massacre ou algo extremamente violento que vai parar na mídia, a menor referencia, já são associados jogos eletrônicos e mais coisas do mundo pop. O mais impressionante é o roteirista escrevendo na cara limpa que, "as pessoas passam horas matando e mutilando nos videogames todo dia. Porque a realidade seria diferente...", e ainda emenda um, "Sinal dos tempos.". PORRA maluco, bem legal sua pose, apoiar o que a merda da mídia fala, deixa lá o argumento solto pra ser usado a qualquer hora... Poderia pelo menos colocar uma postura defensiva.

Depois de um assistente mostrar uma nova invenção ao Arqueiro e o mesmo pedir que a tal fosse colocada na ponta de uma flecha, a HQ corta pra mais uma sequencia de murros, explosões e flashes de luz, a cena toda acaba com o Verdinho mais uma vez cercado pela galera do mal, só que agora, a situação está sendo transmitida para todo o mundo, ao vivo. Nota 6,0




Exterminador #02

Continuando diretamente de onde parou na missão anterior, Slade Wilson quer saber o significado do conteúdo da misteriosa, pelo menos para nos, maleta. O brucutu digno de Hollywood toma sua cerveja em uma daquelas famosas tavernas cheias de mercenários, que vemos em toda campanha de RPG. O plano do Exterminador e a contagem de corpos começam aqui. Numa sequencia matadora, ele acaba com treze mercenários e o dono do bar, o único a escapar com vida foi o maluco que o 'contratou' e saiu correndo pela porta da frente.




É aqui que começa a pitada de Michael Bay e sua magníficas explosões cinematográficas. O primeiro a morrer é o motorista do contratante, numa linda explosão de carro, bem clichê máfia. Com uma granada pra terminar o serviço, o jeep explode novamente e com uma virada de página, vemos um enorme helicóptero com suas metralhadoras inquietas matando inocentes a torto e a direito, adicione o head-shot da loirinha e temos 16 kills até agora.


Apenas empolgado e com um "Agora sim.", Slade começa a festança. Duas motos são jogadas na parada, com duas espadadas, temos as cabeças dos pilotos rolando ao chão e um incrível Transformer entrando na jogada, ele simplesmente acelera uma das motos e joga na cara do robô. Agora o helicóptero tenta tirar o contratuante do meio da zona de guerra e com uma simples, porém bem colocada, furada de pneu, Wilson enfia a faca no carburador do gigante de aço e ele sai voando em direção ao resgate e KABOOOOM. Lá se vai o ultimo. Mais uns seis pra lista? Enquanto tudo isso rola, o helicóptero de uma emissora de TV vai filmando toda a ação.


E olhando diretamente para a câmera, Slade fala pra quem quiser ouvir, "Continuem tentando me vencer... estou me divertindo muito." e com tempo para atender o celular e dar uma conversada é que descobrimos que porra foi essa. Lembra que na edição anterior ele acabou sendo tomado como um velho e que os clientes achavam que ele não aguentava mais? Bem isso tudo foi pra provar o contrário e chamar atenção. Quanto a maleta, vamos esperar para ver. É com um contagem de 21 corpos (com certeza mais) que terminamos essa edição. Nota 7,0

Comentários

  1. É interessante como este começa de uma forma adolescente barata e de repente vai para um texto opinativo competente. Boa!

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