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Esquadrão Suicida & Aves de Rapina - #02

Esquadrão Suicida & Aves de Rapina - #02 Panini              (Nota: 5,0)


Esquadrão Suicida #2:

Vou começar o review dessa revista com uma comparação.
Essa é uma HQ com uma temática muito diferenciada com muitos personagens poucos conhecidos pelo público. Sendo assim, muito parecida com a Frankenstein: Agente da S.O.M.B.R.A..
Nas duas revistas vemos um grupo extremamente bizarro aparecendo sem muita introdução e com muita porrada e ação.
Porém, enquanto na revista do Frank é tudo muito bem executado, conseguindo criar muito interesse pela equipe.
Aqui temos um grupo superficial, com caracterizações pouco convincentes, além de desenhos sem graça alguma.



O Pistoleiro, que é um personagem já conhecido por mim da revista pré-reboot “Sexteto Secreto”, onde ele era cheio de personalidade e sarcástico, aqui tem uma personalidade um tanto quanto vazia e apagada. Arlequina tem uma caracterização extremamente boba, o Monge Guerreiro sendo um verdadeiro pé no saco, e o Tubarão-Rei  não sendo nada além de um carniceiro louco. Os outros membros do Esquadrão nem chegam a ter a personalidade explorada, tornando eles verdadeiros figurantes.

Robôs-Zumbis, por que não?
Nessa edição o Esquadrão Suicida tem de enfrentar uma horda de 60 mil robôs-zumbis, porém essa sensação de quantidade absurda não é transmitida para o leitor através dos desenhos. A violência gráfica da edição cumpre seu papel,  sendo extremamente visceral e intensa.
Uma coisa que eu gostei muito foi o fato de os membros da equipe serem descartáveis, tendo um assassinado na própia edição, e a promessa de mais um morto para a próxima.

Adam Glass continua com o mesmo problema da edição anterior, sendo incapaz de colocar algum humor na revista e mostrando todos os membros da equipe de uma maneira superficial demais. Quanto aos desenhos, não conseguem demonstrar nenhuma personalidade, aumentando a sensação de revista superficial que a HQ lamentavelmente está tendo.


Aves de Rapina #2:

Eu consigo fazer a crítica dessa edição com quatro frases. Pena que se eu fizer isso ninguém vai ficar feliz, mas vamos lá!

Primeira frase: Canário Negro e Sturnia fugindo do aeroporto.
Eu ainda acho inaceitável uma heroína chamar Sturnia, mas beleza.
E sim, temos sete páginas só pra mostrar elas fugindo do aeroporto. Se a cena tivesse algo impressionante acontecendo eu entenderia, mas não é o caso.

Segunda frase: A dupla de heroínas se torna um trio com a chegada da Katana.
Finalmente temos uma personagem com uma caracterização mais intrigante e séria. Apesar de seus motivos para se juntar a equipe não serem nem um pouco explicados.

Terceira frase: As heroínas investigam a morte do repórter da edição passada e a Canário tem um encontro com um médico “bonitinho”.
Nessa situações eu só olho pra trás e lembro da Canário Negro com o Arqueiro Verde, o casal mais legal da DC, e fico frustrado vendo oque fizeram com eles agora.

Quarta frase: Elas enfrentam mais um monte de inimigos (nada sobre eles é revelado até agora), e elas terminam encontrando a Hera Venenosa, que é a melhor surpresa para essa equipe até agora.

Jesús Saiz continua com uma arte muito boa, porém as cores dessa edição não me agradaram, deixando tudo muito “apagado”. Duane Swierczynski continua com o grave problema de não conseguir desenvolver bem a história, a impressão que eu tive é que a revista poderia ter sido feita com metade das páginas que o normal.


Conclusão:
Realmente acredito que pra esse mix, que apresenta a proposta de mostrar dois super-grupos diferentes e agressivos, deveria ter roteiristas à altura desse desafio.
Nenhuma história é realmente inovadora ou interessante, tornando esse mix provavelmente o mais sem graça dos Novos 52 até agora.

De que adianta ter boas idéias sem uma boa execução? 

Crítica por: Sid

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