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Edge #01

Edge # 01 - Mix Panini                                                             (Nota total: 7,0)


Das bordas do Universo DC, surge o mix mais alienígena da Panini. Edge apresenta os maiores personagens de Authority acompanhados do Caçador de Marte J'onn J'onzz em Stormwatch; Um ex-militar que vira golpista e agora escapa de terríveis invasores de corpos como Bandoleiro; e por ultimo mas não menos importante, Vodu, a misteriosa e sedutora transmorfa que só quer entender como as pessoas funcionam, principalmente os homens. E é com esse elenco de quase que completo pelos personagens da Wildstorm que Edge é apresentada ao público brasileiro.


Stormwatch #01

Como não poderia deixar de ser, uma ameaça paira sobre o planeta Terra (lá em Superman #1) e nossos heróis devem descobrir do que se trata. Mesclando alguns dos antigos membros do pré-reboot, personagens novos e o nosso comedor de oreos favorito. Reapresentando Angela Spica, a Arquiteta, comandante de comunicações do quartel general da Stormwatch, vigia do hiperespaço uma estranha anomalia, enquanto Harry Tannet, o Eminência das Lâminas com suas espadas de energia azul, está em missão no solo lunar, acaba caindo num buraco e sendo capturado por uma entidade chamada Flagelo dos Mundos, que se hospedou na lua esperando tornar a Terra forte o bastante para combater 'algo enorme' que se aproxima.

Como resultado da interação entre os dois, Flagelo arranca informações sobre a grupo direto da mente de Harry, explicando ao leitor o que é a Stormwatch, soldados profissionais comandados pela Divisão Sombria, protegendo a Terra de ameaças alienígenas. Enquanto isso, Jenny Quantum, o Espírito do Século 21, agora apresentada como uma criança aos cuidados de Adam One, um imortal, tutor dos espíritos dos séculos. Devido a pouca idade de Jenny, seus poderes ainda estão sendo descobertos e Adam acaba guiando sobre o que fazer e quando fazer. Lá do Olho da Tormenta, Adam, Jenny e a Engenheira descobrem que os terremotos que derrubaram Harry, deixaram a lua meio 'ameaçadora' em direção a Terra.

O já conhecido Caçador de Marte, juntamente com Jack Hawksmoor, o Controlador de Cidades, cujos poderes o permitem manipular e se comunicar com cidades (sim, é bem estranho...) e Projecionista, uma bela loira com um implante extraterrestre no cérebro a lá Deus ex Machina, ela é capaz de se conectar a toda a mídia terrestre. Mais um poder estranho, ainda bem que os dois são bem úteis. Juntos, eles tentam recrutar o poderoso Apolo, que acabou tendo um vídeo publicado na internet dele matando um molestador de crianças e uma 'montagem' dele surrando o Super. Esses dois fatos acabaram por chamar a atenção do grupo, que queria um 'recruta nível Superman'.

Negando o pedido e não gostando de ser chamado de super-herói, Apolo acaba enfrentando os três e depois de muita briga, quase cai nas  mãos do Marciano, mas antes mesmo de J'onn perceber, mais uma variável entra em jogo, Meia-Noite nocauteia o trio e se apresenta a Apolo. Resta saber se o que ele quer é só ajuda para matar os 'desgraçados malignos do mundo' ou se quer alguém pra dormir abraçadinho, já que no universo da Wildstorm, os dois são originalmente casados. Nota 5,0 pra expectativa.
Stormwatch:   (8,0)

Esta HQ apresenta diversos personagens interessantes, porém infelizmente não se explora muito bem nenhum, suas motivações, medos, dentre outros aspectos únicos de suas personalidades que não são bem trabalhadas, realizadas as devidas exceções, tais como: Meia-Noite (apesar de aparecer nas últimas páginas), Apolo [que demonstra ao final, que está nessa pra retribuir (ou vingar) e não fazer justiça convencional] e J'onn J'onzz.

Aliás, o caçador marciano está excelente apesar das poucas páginas guardadas para ele, esta HQ promete trabalhar as motivações, assim como a personalidade global de J'onn muito bem, haja vista a sentença “(...) mas, quando preciso ser um guerreiro... faço isso no Stormwatch.” O que aumenta as expectativas drasticamente sobre esta revista, com relação a este herói formidável.

Dito isto, os antagonistas desta HQ são os melhores dos novos 52, em termos meta-humanos (antes que alguém se levante e fale sobre os vilões do Batman), estes vilões prometem estar no epicentro de grandes sagas da DC ( ao menos pelo seu aspecto macro, é isto que inspiram, vide Flagelo dos Mundos, e o inimigo de flagelo dos mundos, assim como o misterioso vilão de superman #1, que após tocar uma trombeta gigantesca orgânica, libera inimigos de milhões de anos para enfrentar superman!). Verdade seja dita, não poderia pensar numa ponte melhor (Superman – Edge) para futuros arcos com seres meta-humanos de peso, ou ainda, criaturas extraplanares gargantuais que de fato apresentam uma ameaça sólida a existência terrena! Grandes vilões estão por vir.

A trama apresenta-se cheia de profundidade e o dinamismo na narrativa e na ação refletem isto. A profundidade da trama é dada pela equipe dos meta-seres que formam a Stormwatch, afinal, ainda que suas motivações não estejam bem delineadas, ao menos a da organização está, Seu propósito é claro: Proteção do planeta terra de ameaças alienígenas, mas sob quais métodos, sob quais princípios? Com a citação supramencionada de J´onn acredito que ambos possam ser bem violentos. Resta aguardar pela próxima edição para apreciar o contorno desta organização ganhando formas definitivas.

Tornando à trama ela é riquíssima, já apresentando ameaças de peso, ainda, ela trabalha com diversos focos, demonstrando que pode haver várias conflitos distintos na mesma revista, e o fato dela aproveitar o que acontece nas outras hq´s como Superman, é algo a ser elogiado.

Por fim,existe uma aparente confusão na trama, na hora de apresentar os heróis, bem como na hora de contextualizá-los com seus desafios. Por exemplo, por que marciano foi buscar Apolo? Qual a finalidade de ter alguém similar em termos de poder físico a superman? Marciano não confia ainda em super? Me parece que não é o caso, observem que ele já está na Liga da Justiça sob seu ponto de vista, logo, a revista não dá uma explicação boa o bastante que se sustente, afinal quando foi que o Kal recusou-se a ajudar? E, na boa, Meia Noite apaga o marciano com um golpe de ponte de pressão? Fala sério!

Fora esta observação à revista, esta segue de modo fantástico, até a próxima review!


Bandoleiro #01

Criado em 1992 por Jim Lee para os WildC.A.T.S., equipe formada para ajudar a raça alienígena Kherubim na guerra contra seus inimigos, os Demonitas. Treinado nas artes da tribo Coda, formada apenas por fêmeas, Cole Cash era o durão do grupo.

Nas mãos do roteirista Nathan Edmondson, Cole se transformou num ex-militar golpista, acusado de terrorismo contra os Estados Unidos. Logo depois de um esquema envolvendo muita grana, ele acaba sendo sequestrado por um ET que quer transferir sua essência para o corpo, mas ele acaba acordando no meio do processo e fugindo dos Demonitas, uma perigosa raça alienígena capaz de possuir corpos humanos.

Nada fora do comum, o roteiro de Nathan Edmondson mostra como Cole ganha a vida aplicando golpes com sua parceira e como acaba conseguindo seus poderes ao ser sequestrado. A única coisa esclarecida sobre os poderes, é que ele consegue ouvir os demonitas se comunicando, nada mais. Com os desenhos por CAFU, a revista mostra como um humano comum reage quando exposto a realidade alienígena. Fugindo de seus captores, acaba matando alguns deles e até é tomado como criminoso, nem mesmo sua mulher o ajuda. Cansado de ouvir as vozes e ser perseguido, Cash decide colocar uma máscara e provavelmente, acabar com tudo. Nota 6,0


Bandoleiro: (8,0)

Mais do que a minha empatia pelo antiherói desta HQ, está a excelente premissa desta revista, que faz com que este personagem pareça um dos mais cruéis psicopatas/terroristas de todos os tempos, ao lutar contra um exército invasor de seres alienígenas que roubam a identidade de seres humanos reais. A narrativa é similar a de um filme de ação, com muita violência e adrenalina, com direito a flashbacks (a história começa do meio) e tudo mais. 

A única crítica negativa a meu ver é o mesmo problema da Stormwatch #1, não há muito realismo nas justificativas de por que tal ato e não outro para o desenrolar dos eventos, o que sob um olhar clínico faz parecer que está forçado demais, por exemplo: o rapto no “beco” do herói, como assim, este grande herói é raptado, sendo puxado pro beco e acorda na cama..poderiam ter feito bem melhor, um instrumento de alta tecnologia, poderes telecinéticos, tanto faz, mas tudo bem, são pequenos erros como este que fragilizam esta trama, que tem tudo para ser excelente!


Vodu #01

E mais uma vez, das mãos de Jim Lee, temos Priscilla Kitaen, mais conhecida como Vodu. Mais uma participante dos WildC.A.T.S juntamente com Cole Cash, ela conseguia sentir se uma pessoa estava ou não possuída pelos demonitas. Com uma série de poderes desde telepatia até controle de campos magnéticos, Vodu teve até um arco escrito pelo lendário Alan Moore.


Uma das únicas coisas que foram mantidas na origem pós-reboot, foi que Priscilla foi primeiramente mostrada como uma stripper. Na casa de shows onde se apresenta, a dançarina com mais fãs, ganha o título de Vodu. Em uma conversa no vestiário, depois de uma apresentação, ela fala que está pondo a vida em ordem e quer apenas aprender sobre as pessoas, principalmente os homens.

Em dado momento, um dos agentes que estavam de olho nela durante a apresentação (gostaria eu de colocar meus olhos nessa diliça) acaba por pedir uma dança particular. Enquanto ele demonstra que sabe dos segredos de Priscilla e ameaça ela com suposições de que a cortariam numa mesa de autópsia, ela acaba por se desesperar e perde o controle, o matando. Logo em seguida ela sai pela porta da frente, pedindo demissão e transforma-se no agente, indo de encontro a sua parceira, que havia deixado a boate mais cedo.


Com essa fuga, que parece ser comum em sua vida, Vodu, ao contrário de Bandoleiro, mostra a vida de uma extraterrestre tentando viver em meio ao nosso querido e perigoso planeta Terra. Com roteiro de Ron Marz e os deliciosos, caprichados e estonteantes desenhos de Sami Basri, Vodu conquista o coração do publico com suas estupendas curvas. Espero que a reviste continue 'boa' no decorrer do tempo. Nota 7,0



Vodu: (8,5)

Vodu é uma personagem misteriosa e sedutora, repleta de belos traços e formas, que denotam o tom desta primeira edição: sensualidade. A narrativa apropria-se bem desta qualidade e por meio dos traços de Sami Basri dá vida a personagem. A trama segue mostrando uma entidade alienígena em nosso planeta com suas motivações obscuras enquanto é observada por agentes secretos, como mencionado pelo Cuba, parece haver algum trauma psicológico nesta entidade, envolvendo cientistas, tanto que a mera menção da possibilidade de uma mesa de cirurgias fez com que a personagem literalmente surtasse, ativando assim um mecanismo de defesa reflexo ao terror presenciado.

A trama é interessante porém, não aproveitou seu potencial como deveria, preferiu as poses sensuais, e trejeitos de strip a oferecer os porquês de sua vinda, ou ainda, quais as razões por trás dos agentes secretos, preferindo investir assim tempo em curvas da entidade alienígena e em uma violência gratuita de briga de bar do que ir ao que realmente interessa. Como o prognóstico é bom, vamos para a próxima edição!

Crítica por: Cuba e Rick

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