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A Sombra do Batman - #02


A Sombra do Batman - #02 Mix Panini                           (Nota: 8,5)

Batman & Robin #2:

Se de um lado o Batman é uma figura determinada e extremamente foda. Bruce Wayne é um sujeito genial, cheio de boas intenções, mas extremamente superficial.
Mas isso nunca foi um problema, sempre foi legal ver o jeito que o Bruce lida com as pessoas (e garotas) nas festas sociais.
Mas e quando esse congelamento emocional do Bruce atinge o próprio filho?


Se a edição anterior demonstrou os problemas de disciplina do Damian, essa mostra os problemas emocionais do Bruce.
Incapaz de conseguir se conectar com seu filho, ele segue o único caminho que conheceu: a relação de mestre-aprendiz (como teve com os Robins anteriores).
Só que ele não parece se lembrar do fato de que seu filho já foi treinado intensivamente durante toda sua infância pela Liga das Sombras, criado para ser o maior assassino de todos os tempos.
Com essa criação totalmente mecânica, sem afeto algum, Damian desenvolveu essa personalidade rebelde e até um pouco perturbada.

A identidade do misterioso assassino de Batmen também é revelada nessa edição, mostrando que ele está relacionado com o passado do Bruce antes mesmo dele se tornar Batman, resta saber quais são suas intenções com este ataque.

É uma revista excelente tanto pelo roteiro, que apresenta novos conceitos para o maior (sim, o maior) herói da DC, quanto pela arte, que se apresenta de uma maneira maravilhosa. Conseguindo mostrar emoção e ação de maneira impecável.


Batwing:

É realmente impressionante uma revista nova de um herói completamente novo conseguir ser tão boa.
E essa segunda edição consegue evoluir muito a história e o personagem apresentados na primeira edição.

Vemos o Batwing tendo uma importante lição com o Batman, mostrando que nada adianta ter uma armadura cheia de tecnologia sem a força de vontade e fibra da pessoa que usa ela. E David prova seu valor como “Batman Africano” mais de uma vez nessa edição.

Retornando ao ponto que a história tinha sido deixada, David se encontra à beira da morte nas mãos do vilão Massacre, enquanto vê quase todos os policiais de sua delegacia mortos e dilacerados. E mesmo nessa situação desesperadora ele ainda consegue reagir heroicamente e sobreviver ao terrível vilão.
E enquanto o nosso herói fica ausente de parte da edição graças a seu ferimento,  o seu ajudante, Matu, revela que o Batman está investigando o rastro no novo vilão, mostrando que o mestre nunca se afasta completamente de seu aluno.
Também nos é apresentado um dos heróis da “velha-guarda” de heróis Africanos,  o Trovoada, que tem um embate sangrento com o Massacre, e acaba sendo salvo pelo nosso grande herói, Batwing!

Não da pra falar que ele não tem força de vontade...
O roteiro de Judd Winick está excepcional, conseguindo deixar um novo personagem com um novo contexto ser tão interessante. Enquanto a arte de Ben Oliver é maravilhosa, sendo uma das melhores dos Novos 52, com traços extremamente suaves e polidos.


Batgirl #2:

Muitas revistas melhoraram alguns velhos personagens, outras criaram novos, ou outras mudaram completamente personagens já existentes.
Pra mim isso não é importante, pois acho que qualquer mudança é válida, desde que seja bem feita.
E no caso da Batgirl essa mudança tem me desagradado muito.

Antes a personagem era a Oráculo, um dos personagens mais geniais e inteligentes de todo a DC. E mesmo sendo aleijada ela era extremamente hábil para uma pessoa sem o movimento das pernas.
Oque vemos agora? Barbara Gordon voltou a ser uma menina inconsequente e pouco habilidosa, levando várias sovas durante a edição. Deixando ela com certeza como o elo mais fraco de toda a "família Batman".
Era realmente necessária essa desconstrução total da excelente personagem que ela era?

Mas como eu disse antes, oque importa mesmo é que a mudança seja bem feita.
E isso não acontece aqui.
Continuamos com o novo vilão ridículo chamado Espelho que é inexplicavelmente forte, a ponto de acabar com a Batgirl sem muita dificuldade.
Em uma trama de adolescente, sem nenhum clima investigativo ou uma ação realmente boa vemos o desenvolvimento desse arco.

Ainda por cima o desenhista, Ardian Syaf, faz realmente um trabalho assombroso de tão ruim, com desenhos inconsistentes e uma coloração tão ofuscante que parece que estamos lendo uma revista do Superman. Novamente, atentem a terceira página da HQ e se perguntem: Onde está o cabelo da Batgirl? No quadro seguinte ela já ta com o cabelão esvoaçando novamente!

Essa revista, ao lado da Batman: The Dark Knight, conseguem realmente arruinar uma sequência das revistas maravilhosas do universo do Homem Morcego.


Mulher-Gato #2:

A edição começa exatamente da maneira que a anterior terminou: em pleno sexo selvagem.
Não acredita em mim? Pois leia.

Se a edição anterior se preocupou em mostrar o lifestyle da Selina, essa mostra como ela consegue ser inteligente e dominadora.
Pois não é qualquer pessoa que consegue dominar o Batman e o Bruce Wayne facilmente na mesma edição.


A Mulher-Gato continua com seu plano de golpe e vingança, conseguindo exterminar diversos mafiosos nessa edição e saindo cheia de grana dessa matança.
Porém sua sorte dura pouco, e ela é intensamente espancada no final da edição por capangas de um novo vilão chamado Osso, além de ver sua amiga morta após ser torturada.

Pobre Selina...
É uma revista que claramente gosta de chocar, conseguindo ser sexualmente apelativa e violenta ao mesmo tempo. Afinal, estamos acostumados a ver heróis apanhando o tempo todo, mas não é tão comum ver uma “heroína” ser espancada,arremessada e terminar a edição sangrando no chão com a cara completamente arrebentada.


Capuz Vermelho & Os Foragidos #2:

O dono dessa edição não é ninguém menos que Jason Todd, o Capuz Vermelho, enquanto os outros “anti-heróis” ficam em um plano de fundo.

Sua nova origem é mostrada, apesar de ainda existirem elementos pré reboot (como a sua história de ressurreição extremamente odiada pelos fãs), dessa vez Jason recebe a ajuda da Talia Al Ghul e é deixado para treinar com um clã de guerreiros assassinos extremamente habilidosos e misteriosos.

E ao mesmo tempo que vemos um pouco do passado e da motivação de Jason, também vemos mais um pouco da dinâmica da equipe, um time extremamente descontraído e violento (até uns com os outros).

E apesar do roteiro ainda não deixar claro oque devemos esperar desse título, é uma revista muito divertida e com um ritmo rápido e eficiente que não vemos com muita facilidade hoje em dia.
Destaco o traço sensacional de Kenneth Rocafort, que consegue ter um dos traços mais impressionantes de toda a nova DC. Com um estilo extremamente único, dinâmico, sexy e detalhista quando é preciso.
Arte pouco foda!
É uma revista que mostrou muito pouco até agora, mas o pouco que mostrou tem sido muito interessante.


Asa Noturna #2:

Pois é, essa volta do Dick Grayson como Asa Noturna não ta sendo nada fácil.
Nessa edição temos muitos mistérios introduzidos, como o misterioso assassino que está perseguindo Dick Grayson (sim, ele, não seu alter ego heróico) dizendo que ele é o maior assassino de Gotham.

Se o grande trunfo da edição passada foi misturar o passado desconhecido do herói junto com seu “renascimento”. Nessa edição nos aprofundamos nessa passado, sendo uma viagem completamente nova para todos os leitores do personagem que promete mudar completamente a vida do Asa Noturna.

Mas a enorme expectativa da edição é o fato do Dick acabar herdando o Circo em que cresceu, e a revelação de existir um enorme segredo envolvendo Dick, seus pais e o Circo Haley.
Um segredo que talvez seja o motivo dele estar sendo tão perseguido pelo assassino misterioso.

A equipe criativa está desenvolvendo uma das fases mais interessantes da vida do herói, juntamente com os espetaculares desenhos de Eddy Barrows. Com cenas de lutas lindas e impressionantes, o Asa Noturna está sem dúvida no rumo de uma grande fase para o personagem, tanto no sentido criativo como artístico.


Batwoman #1:

Não é fácil encontrar palavras para demonstrar o quanto eu gosto dessa revista.
Batwoman tem um clima noir perfeito e ainda consegue ser artisticamente única e perfeita.

Dessa vez temos o foco na própria heroína e temos um grande resumão do que aconteceu na vida da personagem nos últimos tempos:
Seu relacionamento anterior com a detetive Renee é demonstrado com poucas palavras. Também nos é apresentada sua parceira de combate ao crime, Bette Kane (ou como ela preferia ser chamada, Labareda). E também o relacionamento com seu pai, que se encontra extremamente conturbado graças aos problemas que tiveram anteriormente com a irmã gêmea da heroína

Além disso, nos é apresentada uma nova e macabra vilã, chamada A Chorona. Que parece ser um fantasma que abduzi crianças, que ressurgem novamente mortas. A própia Batwoman reage com certo espanto em frente a essa macabra vilã.

Ainda no final da edição temos uma proposta do Batman para uma provável aliança com a heroína, deixando a expectativa altíssima para saber mais sobre a proposta do Batman para a mais incrível mulher de Gotham City.

É incrível como uma revista com tantas poucas páginas consiga mostrar tanto da vida de uma personagem de uma maneira tão boa.
É um verdadeiro deleite para qualquer fã de quadrinhos ler Batwoman.


Conclusão:

Se não fosse pela Dark #1, essa seria novamente a minha escolha para melhor revista da DC do mês.
Com várias histórias se desenvolvendo e se estabelecendo como excelentes revistas, com exceção da Batgirl, o mix da Sombra do Batman está mais forte do que nunca.
Novamente com destaque para a arte desse mix, que sem dúvida tem os melhores artistas dos Novos 52.
Se tornando uma compra essencial para fãs do Homem-Morcego
.

Crítica por: Sid

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