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Universo DC #01

Universo DC #1 - Mix Panini                                                     (Nota total: 7,0)

Mais uma capa maravilhosa e o que a torna a melhor até agora, ela é 100% brasileira, Ivan Reis, Joe Prado e Rod Reis. O pacotão traz as edições de apresentação de: Aquaman, O Selvagem Gavião Negro, Omac, A Fúria de Nuclear, Senhor Incrível, Falcões Negros e Mulher-Maravilha. Enquanto o Rei dos Mares e a Amazona mereciam suas próprias revistas, o resto forma uma boa mistura, com exceção de Omac lixo, é claro. Sete e um preço meio salgado, mas não to aqui pra comentar sobre capitalismo. De todos os títulos, apenas um não vale a leitura, um é empaudurecedor, dois chegam a ser interessantes e o resto fica num chove não molha. Vamos parar de tagarelar e ir ao que interessa, viva o Brasil!


Aquaman #1 : 

Lembrem daquela cara meia boca, que não servia pra nada quando estava fora d'água, falava com seus amigos peixes e era totalmente ofuscado por qualquer outro herói. Chegou até mesmo a ter uma tentativa de remake quando colocaram uma barba malvada nele, arrancaram-lhe a mão e até deram um pouco de magia de água pro machão e pans. Lembraram? Agora selecione toda essa memória e a apague totalmente. Aquaman não é mais aquele zé ninguém, agora o cara virou o mais badass de todo o Universo DC.

Logo que a reformulação foi colocada em pauta, Geoff Johns foi logo chegando em seu querido amigo e perguntou: "Fala aí Ivan, nós vamos mudar tudo nessa bagaça e como você virou pica das galáxias aqui na editora, eu to te dando a chance de escolher qualquer personagem que eu mergulho contigo nessa aventura". Sem nem pensar duas vezes, Ivan Reis logo respondeu que queria desenhar o grande herói das águas. Não tão satisfeito e com uma cara de "Ta falando sério?", Geoff literalmente mergulhou nessa com a tripulação mais brasileira dos Mares DCnáuticos, junto com os dois nomes que trouxeram A Noite Mais Densa, entra Rod Reis com suas maravilhosas cores e Joe Prado com sua estupenda arte-final.

Todos os esteriótipos foram compactados numa pedra e arremessados na cara dos fãs e o mais incrível? De algum modo, deu certo. Logo na segunda página, Arthur já é caçoado pelos ladrões e pelos policiais, que se questionam o que o atlante faz num lugar sem água e peixes por perto. E depois de uma bela demonstração do quão forte realmente é, tombando carros com seu tridente, ricocheteando balas no peito e nocauteando os ladrões, ainda toma um "Precisa de um copo de água?". Meio #chateado com a ignorância do povo que tenta proteger, Orin sai de cena saltando pelos prédios.

A edição de reapresentação do Habitante das Profundezas é focada nisso, mostrar que ele não é mais uma piada (pra mim nunca foi). Quando ele entra num restaurantes de Frutos do Mar, todos no local se espantam, ainda mais quando seu pedido são peixe com fritas. Quando questionado sobre sua habilidade de se comunicar com peixes, seu uniforme e de onde raios ele tira dinheiro, Arthur simplesmente se levanta, paga a garçonete com moedas de ouro e sai pela porta da frente. Nas páginas finais temos a presença da mais bela ruiva dos quadrinhos, Mera.

O que se pode concluir é que com a aparição dos monstros na primeira e ultima páginas, o começo das aventuras do peixoso vai ser focada em descobrir o que são esses abissais. Com uma primeira edição dessas, pode-se esperar muito desse título e tomara que essa equipe de brasileiros + G.Johns não nos deixe na mão e da-lhe nota 9,5. Só não tomou um 10 porque não é referencia ao Brasil.


O Selvagem Gavião Negro #1

Ao que parece, o Gavião Negro não sofreu alterações no novo universo da DC. Nenhum dos eventos anteriores é citado, sua morte na Noite Mais Densa, a ressurreição do Dia Mais Claro e a mudança para Elemental do Ar, também no DMC. Carter Hall está cansado e todo revoltado com sua vida, decide que não quer mais ser um heroi e leva seu traje de metal enésimo para o meio da floresta, no intuito de matar o Gavião Negro. Numa cena completamente Office Space, Carter destrói e enterra a roupa e vira as costas, pensando que tinha conseguido deixar o passado para trás, mas com um clarão de luz e chamas em forma de gavião, uma explosão o consome, fazendo-o acordar dias depois.

Criado nos anos 40, o arqueólogo que em uma escavação acabou descobrindo que por meio de uma maldição, estava fadado a se encontrar e se apaixonar pela sua amada Chay-Ara em todas as suas reencarnações, enquanto estavam sempre ameaçados por Hath-Seth, um feiticeiro que sempre os assassinava a cada encarnação seguinte. Com um par de asas de metal enésimo, metal cuja propriedade anula a gravidade, Carter começa a lutar contra o crime em Midway City e usa o emprego de curador do museu local de um museu para manter sua identidade secreta. Nesse mesmo museu, ele conhece Shiera Sanders, que acaba por ser a reencarnação de seu antigo amor e eventualmente se casam.

Nessa nova fase, o Gavião está empregado como o criptologista de uma expedição arqueológica que acaba de desenterrar o que parece ser uma nave e por acaso, dentro dela aparecem os primeiros inimigos do quadrinho. Uma luta se desenrola e Carter acaba descobrindo que na noite anterior ele não matou sua armadura. Agora o metal enésimo transpira de sua pele, o revestindo com uma nova armadura, uma soqueira e um poderoso machado. Os monstros gosmentos são facilmente destruídos, porém, aparece um mais forte que acaba o derrotando e em mais uma HQ temos a promessa da morte do heroi na próxima edição pelas mãos de Morficius.

Com cores e traços cheios de detalhes, Sunny Gho e Philip Tan, respectivamente, conseguem uma boa primeira impressão da arte. O roteiro nas mãos de Tony S. Daniel ficou, assim como em Arqueiro, um tanto quanto cru, embora a reapresentação do heroi tenha sido melhor, o resto ficou muito luta luta luta e promessa de morte. Ficamos na espera da segunda edição. Nota 7,5 pro avoado.


Omac #1

Logo antes do nome do capítulo, sempre tem um "A DC Comics Orgulhosamente apresenta:" seguido do nome do heroi. Como não poderia ser diferente, a mesma coisa acontece em Omac, porém, o que deveria estar escrito era "É com sinceros pedidos de desculpa que a DC Comics vergonhosamente apresenta: OMAC". O quadrinho parece que foi tirado de um filme de monstro dos anos 20, sempre com closes nos atores e nos diferentes olhares que são mirados no monstro. O roteiro pode até ser do Dan Diddio, Editor Executivo do Universo DC e tals, mas os traços do Keith Giffen deixam muito a desejar, todas as personagens parecem pequenas e gordinhas, todos os olhos desenhados parecem estar semicerrados. O excesso de riscos para mascarar a falta de detalhes chega a ser irritante.

A reformulação estética que Omac recebeu veio diretamente de sua primeira aparição, ainda no comando de Jack Kirby. O maluco fortão com moicano gigante foi misturado com o ciborgue de nanitas da Crise Infinita e temos essa nova estética, um Hulk vestido com roupinha extravagante e um moicano que mais parece uma barbatana. One Man Army Corp, o exército de um homem só, que antes era usado para a Paz Global. Na Crise foi usado como um exército de humanos infectados por um vírus computacional orgânico, comandado pelo Irmão Olho para exterminar os meta-humanos.

Dessa vez o Irmão Olho escolhe só um humano, Kevin Kho, um cientista genético que trabalha para o Cadmus. Com seu vírus bio-tecnológico, Kevin se transforma sem saber em Omac e acaba roubando toda a inteligência da base secreta localizada abaixo do prédio de pesquisas do Cadmus, apenas na ultima página é que ele volta a sí e descobre que foi usado pelo Olho, que diz que tem muito o que conversar. O que nos resta é apenas aguardar, já que a primeira edição deixou um gosto tão ruim na boca, mas acho que só tende a piorar. Uma altíssima nota 3,5.


A Fúria de Nuclear #1

Um exemplo em que a origem foi completamente alterada com o reboot. No original, Ronnie Raymond, um simples estudante de colegial e o professor Martin Stein foram pegos em um acidente nuclear que os fundiu, resultando assim, no Nuclear. Já em A Fúria de Nuclear, Ronnie é o capitão do time de futebol americano da escola e Jason Rusch, um nerdão do clube de jornalismo. Quando a escola sofre um ataque de um grupo de assassinos que estão procurando a Matriz Nuclear, aparelho que permite a transmutação de elementos, praticamente brincar com as pedras fundamentais da existência, Jason ativa a matriz que o Doutor confiou a ele antes de morrer e na explosão, acaba se transformando junto com Ronnie, porém, ainda separados.

Como não poderia deixar de acontecer, antes dos herois virarem amigos, eles começam a se bater e depois de um tempo, eles acabam se fundindo no Fúria, uma versão bombada e berserker do Nuclear.
Com a dupla Ethan Van Sciver e Gail Simone, o roteiro começa soltando várias perguntas consistentes que tomara que sejam respondidas, por a origem dos cilindros do Dr. Stein ainda não se mostraram, fora as imagens de outros nucleares que aparecem em uma sequencia de quadrinhos. Yildiray Cinar e Steve Buccellato fazem arte e cores de muito boa qualidade.

Nota 7,0 para os furiosos.




Senhor Incrível #1

Conhecido como o Terceiro Homem mais Inteligente do Mundo, Michael Holt, um homem apaixonado, medalhista olímpico e dono de uma empresa bilionária, perde a vontade de viver e no momento em que decide acabar com a própria vida, destruindo seu laboratório, um estranho fenômeno acontece e seu filho aparece em sua frente, dizendo para Michael "Não desista.".  acaba por se tornar o Senhor Incrível, logo depois da morte de sua esposa em um acidente de carro.

Com a inexplicável aparição de seu filho e com a promessa de que mudaria o mundo, Holt se dedica a única coisa que continua a acreditar no mundo, a ciência, ele acaba desenvolvendo sua mascara que o torna invisível a qualquer tipo de tecnologia e o permite trocar entre seu uniforme e uma roupa comum a qualquer hora. Também criou as Esferas T, pequenas esferas robóticas flutuantes que fazem de tudo e mais um pouco, conseguem até faze-lo voar.

Nessa primeira edição, a orgiem é apresentada de uma forma bem rápida e eficiente, morte da mulher, aparição do futuro, BANG, super herói. As ilustrações Gianluca Gugliotta estão meio estranhas, parece que ele gosta de usar ângulos estranhos e meio desfavoráveis em seus desenhos, a arte-final de Wayne Faucher ajuda um pouco e as boas cores pelas mãos de Mike Atiyeh deixam a leitura mais agradável. O que deixou bastante diferente foi que no final, a promessa de morte foi do próprio heroi, isso surpreendeu.
Uma nada incrível Nota 6,5.

Falcões Negros #1

Com uma excelente capa, a estréia dos Falcões Negros foi cheia de apresentações, mostrando eles no meio de uma missão, as páginas apresentam  Kunoichi, interceptando um caça no meio do ar; Lady Falcão Negro metendo balas explosivas em alguns jatos; Irlandês, matando a pistoladas vários terroristas; Selvagem, atrás de várias telas de computador, como o agente de apoio; Átila, pegando um jipe a socos e dando um belo dum soco. As apresentações terminam no Ninho, base de operações dos Falcões, onde Canadá aparece levando um homem de encontro ao comandante de tudo, Andrew Lincoln.

Mostrando toda esse novo grupo e sem a menor citação de que já houve algum outro grupo anteriormente, parece que foi mais uma série totalmente afetada pelo reboot. As revelações que temos logo de primeira, é o 'relacionamento secreto' entre Kunoichi e Selvagem, a aparição do que parece ser uma vilã toda conectada a aparelhos tecnológicos e do súbito surto de poderes que assola Kunoichi, o que é estranho, já que os Falcões Negros são uma unidade militar cujo os membros não possuem poderes. 

Como eu já disse, o roteiro de Mike Costa ficou só nas apresentações e não impressionou em nada, a arte nas mãos de Graham Nolan e Ken Lashley não saem da linha do comum e o mesmo acontece com as cores de Guy Major. Por ser um quadrinho em que os herois não possuem qualquer poder, apenas armas, punhos, quinquilharias e provavelmente aviões, era de se esperar algo mais. Nota 7,0 pra trupe marota.


Mulher-Maravilha #1

Que a DC dedicou seus melhores roteiristas para a sua Trindade, isso já sabemos e como não poderia deixar de ser, a Princesa Amazona ficou nas mais do que hábeis mãos de Brian Azzarello, que já começa jogando nossa linda Diana no meio de uma profecia que mais do que provavelmente, acarretará numa guerra no Panteão.

As cores de Matthew Wilson harmonizam infinitamente com o traço de Cliff Chiang, que muda o formato que os deuses eram trazidos para os quadrinhos, de simples humanos com poderes e roupas extravagantes, Chiang os mostra de um jeito que expõe as características que os tornam deuses, por exemplo Hermes, que aparece como um ser hominídeo, porém com características bem 'passarescas', nariz bicudo, olhos negros e profundos, pés de águia e um cabelo que lembra o topo da cabeça de um canário.

O primeiro a aparecer é Ares, procurando saber o que vem por aí com algumas oráculos, enquanto isso, na Virgínia, Hera sacrifica alguns cavalos e os transforma em centauros, que vão atrás de Zola, que está grávida de um filho do maior pulador de cerca da história, Zeus. Com isso acontecendo, Hermes aparece para salvar a garota e a transporta para o quarto da nossa princesa guerreira. Diana se arrasta para o meio da batalha, matando os centauros e resgatando o Mensageiro dos Deuses.

O mais importante a ressaltar, é que Chiang decidiu que a nossa linda amazona, teria nada menos do que 2,10m. DOIS METROS E DEZ CENTÍMETROS de pura gostosura. Basta comparar os tamanhos entre ela e Zola na imagem ao lado. O chato é que só ele usa essas medidas, em Liga da Justiça ela é um pouco menor que o Clark, se bem que o Jim Lee deixa todo mundo do mesmo tamanho. Azzarello fez um bom trabalho, abriu uma trama que trouxe a Mulher-Maravilha de volta as clássicas histórias do panteão grego e já mostrou três, dos doze grandes deuses. Nota 8,0 pra filha de Zeus.


Crítica por: Cuba

Comentários

  1. A Diana merecia uma nota 9,0.
    Seu texto obscuro é o grande destaque dessa edição.
    Mesmo assim, bom trabalho!

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  2. Vei os que mais gostei, foi Aquaman, Gavião Negro, Senhor Incrivel e Mulher Maravilha. O restante me fez disser WTF , sim foi OMAC.
    Aquaman achei perfeito, traços, historia e geral. Mostrar esse lado do Aqua ser sempre menosprezado foi a melhor coisa. "Aquaman is suck" não poderá ser mais usado.
    Gavião Negro, fiquei meio confuso logo de inicio, pq ele nao quer ser mais herois, bom todos os herois passam por essa crise, mas como gosto do assunto abordado, "poderes alieniginas" ponto pra ele.
    Senhor Incrivel, primeira vez que leio, achei ele super maneiro ah historia dele vai ser muito boa.
    Mulher Maravilha, primeira palavra que disse quando vi, Alta. Bom faz sentido afinal ela é amazona, nunca parei pra pensar na altura dela. A historia também logo de cara tras logo um filho de zeus pra proteger vai ser muito bom.

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