Avançar para o conteúdo principal

Sgt. Rock e os Homens da Guerra #01

Como nada que é sempre igual consegue se manter em pé, no final da Era de Ouro, o público ficou cansado de ver sempre os mesmos colantes apertadinhos em todas as revistas e o estouro do Código de Ética dos Quadrinhos, as editoras decidiram buscar uma nova safra de público, já que o Código fez com que o número de leitores diminuísse.

Novos heróis foram criados, novos 'gêneros' soltos por aí e antigos foram trazidos de volta. Soldados passaram a serem retratados nas páginas coloridas, defendendo seu amado país contra as forças do mal, simples homens, com nada além de coragem e patriotismo.


Sgt. Rock e os Homens da Guerra #1, #1 II, #2 II e #3 II

Criado em 1959, Sgt. Rock, era colocado em diversas missões na Europa durante a Segunda Guerra Mundial, liderava a Companhia Moleza, se arriscando em várias aventuras repletas de tiros, explosões e um pouco de suspense. Criado em conjunto, pelo roteirista Robert Kanigher e pelo famoso artista, Joe Kubert, chegou a ficar tão popular que até a Casa das Ideias teve que criar seu soldado badass, Nick Fury.

Com traços de Tom Derenick, cores de Matt Wilson e roteiro de Ivan Brandon, a primeira edição começa com a apresentação da origem de Franklin John Rock, um jovem americano de olhos azuis, cabelos loiros e cicatriz na cara, tem como único membro restante de sua família, uma mãe que é mantida viva por aparelhos.

O neto do Sgt. Rock original, é um cabo do exército que, desrespeita ordens diretas e leva seus companheiros a vitórias táticas exacerbantes, fazendo-se destacar aos superiores de seu batalhão, porém, John só quer cumprir seu papel, que é nunca parar de lutar pelo seu país. 
Numa missão em que devem ser invisíveis até que a completem, coisas saem errado, um super humano descontrolado aparece e acaba por matar o comandante e todo o batalhão de Rock, tornando-o assim, Sargento. 

A segunda parte dessa edição, toma lugar no meio de uma missão, apresentando quatro soldados do exército americano dentro das linhas inimigas. Encurralados por um sniper, eles tem que se livrar da ameaça de um lança-mísseis antes que o helicóptero chegue para tirá-los de lá. Mostrando que os soldados que defendem o bem são igualmente temidos quanto terroristas que ameaçam a paz, em oito páginas, o roteirista Jonathan Vankin consegue apresentar tudo o que você precisa saber sobre esses quatros S.E.A.L.'s e ainda deixa um gostinho de quero mais no final. Os desenhos de Phil Winslade agradam, pois conseguem se adequar a temática desse quadrinho de guerra, sem nenhuma fantasia, a falta de cenário em alguns quadrinhos faz com que os soldados se destaquem mais.

Apesar de nada acostumado a histórias de guerra e soldados comuns,  a HQ conseguiu segurar minha atenção e deixar uma vontade de ler as próximas edições, por isso merece nota 7,0. Fator que também agradou foi a montagem dessa primeira edição, com a origem e uma história curta completinha logo de cara.

Crítica por: Cuba

Comentários

Mensagens populares deste blogue

ESPECIAL: Constantine - Ordem de leitura!

Com tanta série vindo por aí, querer conhecer um pouco mais do que está chegando pode parecer uma boa ideia. Saiba o que ler para ter um conhecimento sobre o  mago inglês mais famoso da DC Comics e estar preparado para o que pode vir a ter na série.

Invasão - Por onde começar a ler X-Men

O grupo mutante X-Men é um dos maiores títulos da Marvel e sempre compete pela liderança de maior número de edições vendidas da editora e isso é um reflexo da qualidade de seus personagens e histórias.

Primeira Edição: a Kryptonita Rosa

Hoje vamos falar da maior fraqueza do Superman: a kriptonita. Aquela rocha saída do núcleo de Krypton, depois que tudo explodiu. A pedra uma certa radiação que faz um mal danado ao escoteiro azul. Com algumas variações, azul, vermelha, branca e dourada, a kryptonita tem uma irmã que nem todo mundo conhece.