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Novos Titãs & Superboy - #01


Novos Titãs & Superboy - #01 Mix Panini               (Nota total: 7,5)


Novos Titãs #1 (6/10)

Novos Titãs é uma revista interessantíssima sob certos aspectos, ela sempre buscou reinventar o antigo, dar um novo início, por meio da juventude, aos antigos heróis que todos conhecemos, adaptando sua trama e seus personagens as tendências mais modernas da sociedade, ao passo que os super heróis carro-chefe da DC continuam fiéis a suas origens since 1800 “by Bavaria” o que de certo modo, traz uma maior identidade entre os novos leitores e seus respectivos personagens. Neste quesito podemos ver o Kid Flash, uma criança totalmente despreparada para lidar com seus superpoderes, de longe o pretenso herói mais imaturo que está por vir, Herói senhores.. não estamos falando de antiheróis, assim o Lobo não entra na contagem.


Mas retornando a HQ, a melhor analogia que eu posso pensar para descrever esta primeira edição é a de um mosaico, com a diferença que todas as tesselas (pequenas peças) que compõem um mosaico, estão separadas, não formando a figura principal (o que realmente importa). Assim, observamos Kid Flash (o 1º titã a aparecer na história) entrar na história e sair dela tão rápido quanto um raio, literalmente, o que prejudica em termos de profundidade, sendo passada uma impressão de que o Kid Flash é um moleque, attention...bieber, que quase mata aqueles que salva, por total imaturidade, faltou um Uncle Ben pra ele, e no final de seu breve arco, não vemos as reflexões do próprio sobre a falta grave que cometeu, o que daria uma excelente oportunidade para trabalhar esse vício no personagem.

O momento seguinte cortado para Tim Drake, demonstra o melhor que a Teen Titans tem a oferecer, o Robin Vermelho aparenta ser um herói hibrido em termos de personalidade e de atuação em campo com seu mentor, é transmitida a imagem calculista, porém não taciturna de Bruce, como componentes de seu personagem. Tornando assim Robin, um herói muito jovial e amigável, tirando o peso sombrio de seu Mestre.

Apenas um ponto fica a desejar, a velocidade com que troca de tom, num primeiro momento em que é emboscado no seu próprio apartamento por um vilão e seus comparsas interessantes, diga-se de passagem, este é um herói em muito parecido com Bruce, assim como as análises feitas em forma de pensamentos ao longo da HQ, mas no momento em que encontra a Moça-Maravilha (Argh, esse nome.. não desce bem) ele adquire completamente um outro tom, seriam traços de sua personalidade jovial?

Esta mudança rápida de temperamentos, aliada ao fato de que ele não estava disfarçado, pra simular um paralelismo com o Batman e seu alter-ego playboy Wayne, me leva a crer numa mudança de personalidade muito forçada, mas está excelente a construção desse personagem, especialmente se comparada a do 1º Titã.

A última característica notável de Drake é o seu espírito de liderança, o herói parece demonstrar uma habilidade razoável nisto, uma vez que une a preparação, dedicação, e calculismo de Bruce, com seu carisma inato. Acredito que quando a equipe estiver formada, serão excelentes heróis num time (como na Liga), e não um time com heróis que o preenchem, como num mosaico, especialmente por conta de Robin, que emprega a maturidade e responsabilidade necessárias para essa equipe não virar um bando de adolescentes pseudo-heróis. Resta ver se a liderança de Robin, conseguirá não apenas suprir esta necessidade de disciplina da equipe, que casa bem, num primeiro momento de um time de jovens, leia-se, num primeiro momento apenas, mas também avançar e extrair o melhor de cada integrante a tona.

Com isto, falta a Moça-Maravilha, apesar de eu não gostar do nome, um pouco clássico demais (poderiam ter colocado Garota-maravilha, Mulher-fantástica, mas moça..ah deixa pra lá), esta é a heroína que parece já estar pronta em todos os sentidos para fazer parte do grupo, claro, um pouco inconsequente no começo dirigindo o seu carro (roubado leia-se), mas de personalidade forte, independente, ou excessivamente independente, de um modo que só as amazonas conseguem ser, mas centrada, vê-se que a personagem tem um foco, que ouve o Robin, mesmo que não goste muito de sua natureza amigável, pouco se tem a dizer sobre ela, mas muito sobre o que ela poderá vir-a-ser com Robin por perto.

Por fim, uma das melhores coisas desta HQ é a organização vilã, que está por trás dos acontecimentos destrutivos da trama, que embosca Robin, em seu apartamento, e fecha uma das principais rodovias dos EUA, com direito a outra emboscada, dessa vez muito mais violenta, demonstrando seu poder político-bélico-financeiro, com direito a um grupo próprio de cientistas e agentes que sozinhos dariam excelentes vilões a trama.

Com isto, concluo que a HQ Novos Titãs 1, tem muito a evoluir, especialmente nos integrantes de equipe, fica claro, que é Robin quem vai mudar a tudo e a todos, mas enquanto isto não acontece, ficamos com os aborrecentes, todavia acredito que esta poderá ser uma das melhores revistas porque as premissas são muito positivas, um excelente time, repleto de personalidades próprias e díspares, com um novo começo, contra uma organização a altura, e quem sabe os outros vilões que hão de existir. Por hora, vamos à reunião da equipe.

P.S.: O desenho é bem mediano, mas a composição de quadros foi bem mahomenos (a partir do surgimento da Moça Maravilha), dá pra ver, que o artista foi pressionado pra acelerar na produção da HQ, prejudicando um pouco a arte da HQ, e o roteiro deu uma leve vacilada na parte do agente que ergue pelo pescoço a Wonder Girl, mas fora isto e os comentários acima, a HQ corre bem).


Superboy #1 (9/10)

Estive ansioso para ler sobre o Superboy e agradeço que esta HQ foi fiel as minhas expectativas, logo agradeço a Scott Lobdell pelo roteiro e a arte puxada pro cartoon, agradável de apreciar de R.B. Silva, que emprega bem o roteiro com sua bela composição de quadros, que sempre prestigia o peso do superboy no cenário.

De todos os heróis em reboot, um dos melhores com certeza, é o Superboy. A trama desta primeira edição trata da Gênesis do Superboy desde o laboratório até a promessa de liberdade, interessante se considerarmos que este indivíduo nunca experimentou a realidade, ou a verdadeira realidade.

É interessante o impacto que isto tem sobre o seu individuo. De longe, um individuo sagaz, extremamente astuto, se considerarmos as circunstancias de sua criação, um verdadeiro gênio autodidata. Fruto da mesma organização que vem aterrorizando Robin e seu prelúdio dos Jovens Titãs, este meta-humano, cresce observando o mundo por barreiras, sejam físicas ou não, o que notavelmente causa um impacto sobre sua personalidade.

Seu campo moral é complexo, uma vez que tem conhecimento exato de suas capacidades e do seu potencial, pela sua inteligência soberba e pelos seus poderes sobre-humanos físicos, que vão muito além das conhecidas super-forças, super-velocidade, mas vão de encontro a própria percepção que este tem do mundo por meio desses poderes, deixando claro que seus poderes são meros instrumento, pelos quais ele desfruta da realidade, da verdadeira realidade.

Não disse?
Esta interpretação é deixada bem clara pela trama, vez que ele não utiliza-os uma única vez na revista inteira, do modo tradicional, mas apenas relata o que ele sente por meio deles (“minha mente existe por todo o meu corpo.”pg. 37). O que engrandece a mitologia do superman e contempla a grande obra Legado das Estrelas, que expande os poderes de Superman, para algo muito maior, do que a até então visão cartesiana de seus poderes, dando uma prévia do que esta para vir.

Sua criação de proveta deixa o leitor intrigado a respeito de sua origem, quem o criou, para que o criou, e de quem foi retirado o material genético para tanto. As respostas são parciais e instigantes.
Novamente a organização que está caçando meta-humanos, todavia sem maiores informações esclarecedoras sobre ela, e uma deveras preocupante/interessante, vejam a forma como o Superboy percebe o vilão (que surge em Novos Titãs #1). A finalidade da criação do Superboy? Uma arma de destruição em massa, ok, mas então para que oferecer liberdade a uma arma? Que organização superpoderosa deixaria uma entidade extremamente poderosa e astuta a solta? Não me parece crível. O DNA de Kal-El está nitidamente assumido como parte da composição do DNA de Superboy, mas e quanto ao segundo DNA? Que foi misturado ao primeiro? De quem seria.

Ainda, restam todas as questões intrigantes (e muito mais interessantes) sobre como será o perfil psicológico deste Superman adolescente, criado em laboratório, sem os pais Kent, para lhe estruturarem o campo ético-ideológico, que reflexos desta inocência perdida existiram sobre Superboy e suas ações, na sua liberdade comprada ou conquistada? Neste ponto, a HQ deixa claro, que muito de Superboy, sofre grande influência do seu segundo componente de DNA, o DNA humano misterioso.
AVIDEZ!

Todas essas questões tornam a HQ de Superboy extremamente interessante como episódio-piloto e prometem que esta será uma revista carro-forte da DC, de excelência, em termos de qualidade. Resta esperar com avidez pelas próximas edições!


Crítica por: Rickhart


Comentários

  1. Tirando a parte do "PS" o texto ficou excelente.
    Mandou muito bem e concordo com tudo! O nome "Moça-Maravilha" deveria ter passado por um reboot também. rs

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  2. Muito obrigado e anotado! hahaha e a moça realmente..., uma verdadeira reminiscência do passado, botam a cueca pra dentro da calça do superman, colocam uma jeans na wonder woman, mas não tiram a moça do nome.
    Entrou no meu rol de palavras abomináveis: Com kryptonês logo abaixo.

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