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Liga da Justiça – #02

Liga da Justiça – #02 Mix Panini                                      (Nota: 5,5) 

Liga da Justiça #2:

A primeira edição da Liga não me deixou contente, sendo uma história muito abaixo das expectativas geradas. Porém eu vi que a maioria das pessoas gostaram da primeira edição, e muito. Acharam divertido ver a dinâmica do Batman e Lanterna Verde e gostaram da ação da revista. Então, resolvi ser o mais bonzinho possível nesse review da segunda edição.
Mas isso não deu certo.



Mais da metade da edição se resume somente aos membros da Liga brigando entre si, com direito a muitas páginas duplas e diversas páginas sem diálogo algum, pra ter mais ação e menos roteiro. A revista continua com pouco desenvolvimento e muitas lutas, sendo que o único personagem que está sendo mais desenvolvido é o Cyborg (que é o melhor ponto da revista).
O roteiro do Geoff Johns se mostra preguiçoso, em vez de alcançar incríveis patamares como faz com Lanterna Verde e Aquaman, aqui ele faz um texto sem graça e cheio de problemas.

Como a luta do Superman contra os heróis onde o Batman tenta falar com o Super durante toda a luta e só no final, convenientemente, o Homem de Aço decide ouvir e parar de lutar.

Além da demonstração de burrice do Lanterna Verde, revelando a identidade do Flash para os outros heróis sem nem mesmo perceber.
São pequenos detalhes que fazem a revista ter um nível de roteiro muito abaixo do que era esperado de um roteirista como o Geoff.
De muitos modos a estrutura do roteiro lembra um filme de ação: pouca conversa, pouco cérebro e muita porrada.

OLÉ!
A arte de Jim Lee pelo menos ganha destaque graças a quantidade enorme de ação e de páginas duplas. Destaque para a luta do Flash contra o Superman onde a dinâmica da cena ficou realmente muito boa.

Mas acredito que as pessoas que gostaram da primeira edição vão gostar mais ainda dessa segunda revista da Liga, pois a idéia de introdução de personagens continua a mesma e a ação tem alta qualidade (apesar dos problemas mencionados).

Me parece que esse primeiro arco vai ser inteiro assim, introduzindo os heróis da Liga da Justiça na PORRADA.
Não chega a ser ruim, existem histórias da Liga muito piores, mas deixa muito a desejar saber que o escritor poderia fazer algo muito mais envolvente e inteligente com um grupo de heróis tão incríveis, e acaba fazendo algo tão superficial.


Capitão Átomo #2:

Nosso amigo, Capitão Átomo, terminou a última edição se desintegrando para salvar Manhattan. Logo no começo dessa revista vemos ele se reintegrando (velho truque para os que conhecem o Dr. Manhattan).
Porém com isso um novo poder surge, a capacidade de ver diversos padrões de energia, que deixam o herói muito desestabilizado enquanto recebe uma enxurrada de informações.

A origem do herói também é explorada, mostrando que o Capitão não era nada além de um voluntário militar para uma experiência cientifica (sim, já vimos essa história antes), justificando seu pouco conhecimento sobre ciência e afins.

A história continua trabalhando a questão dos poderes do Capitão Átomo, que tem pouco controle sobre eles e se desestabiliza facilmente quando os utiliza de maneira intensa. Mostrando que esse arco inicial se trata de uma questão de autoconhecimento do personagem.

Se estabilizando e vasculhando essas ondas de energia, o herói se depara com um garoto com câncer cerebral pedindo sua ajuda.
Entrando no cérebro do garoto vemos o Capitão tentando curar o câncer do jeito que ele sabe, destruindo as células ruins.
O “vilão” da edição acaba se tornando o inusitado remédio que o médico injeta na cabeça do garoto enquanto o Capitão Átomo faz sua “limpeza”, tomando o herói como uma célula inimiga e o atacando.

Existe a contradição no roteiro pelo fato do herói se demonstrar tão instável e mesmo assim realizar um ato delicado desse.
Mas mesmo assim é interessante a maneira que a revista explora os poderes e a motivação do Capitão Átomo, mostrando que suas capacidades são muito maiores do que a de um super-herói convencional.

O roteiro ainda deixa a desejar em relação a capacidade criativa e intelectual que o herói oferece ao escritor, que por sua vez, prefere continuar a história do herói em um ritmo lento e fácil.
A arte continua combinando perfeitamente com o tom da história, com uma coloração excelente que vai do mais claro ao mais borrado com precisão.

Espero realmente que o texto do J.T. Krul enlouqueça um pouco mais nas próximas edições (no melhor estilo do Grant Morrison, de preferência). Pois o Capitão Átomo, sendo um herói de poderes absolutos que ele é, deveria ter mais questões filosóficas e existenciais.
Afinal não se trata de um herói simples com motivações comuns, e sim um ser complexo com poderes quase ilimitados. Um
Übermensch no sentido mais puro da palavra, onde o herói se recria e se aperfeiçoa constantemente.


Liga da Justiça Internacional #2:

O que acontece quando uma revista que depende de humor fica sem ele?
O resultado é uma edição sem graça que não chega em lugar nenhum.

Durante metade da edição vemos a equipe tomando um cacete lutando contra um robô gigante, não temos introduções dos diversos membros da Liga e o humor ,que era o fator que salvava a primeira edição, se torna ausente nessa revista.

A parte interessante é ver o Gladiador Dourado, como líder da equipe, decidir recuar e deixar o inimigo continuar com seus planos. Algo que é extremamente raro em HQ’s de super heróis, pois se espera atos heróicos e sacrifício da parte dos heróis, e fugir do inimigo representa tudo que o herói clássico não deveria fazer.

Esse ato do Gladiador demonstra que não se trata de mais uma equipe de seres únicos e inspiradores que personificam o ideal do herói, mas sim uma equipe feita de humanos que tem problemas comuns.

Mas fora essa idéia humana de equipe que essa edição mostra, a revista não vai lugar nenhum, não cativa mais os leitores e não introduz os membros da equipe (os quais muitos são pouco conhecidos). E ainda por cima mostra na última página um vilão alienígena completamente desconhecido.

Também existe o fato do extremo interesse da heroína Godiva pelo Gladiador Dourado ficar sem explicação alguma, deixando a impressão de que esse apelo sexual dela pra cima do herói é algo completamente gratuito.

O maior problema de tudo isso é que a Liga da Justiça Internacional ficou tão popular nos anos 90 pelo seu bom humor, pela simpatia dos membros do grupo e pelas história interessantes com uma temática diferente. E até agora nada disso tem sido feito de maneira satisfatória nessa nova versão da equipe.


Conclusão:
Lamentavelmente as minhas esperanças por uma melhora da revista não renderam nessa segunda edição. Continuamos com os mesmo problemas da primeira edição, histórias muito superficiais e sem um objetivo claro.
Mas é uma leitura agradável, que consegue ao menos entreter o leitor da maneira mais básica.

Mas todos nós sabemos que as comics que realmente ficam na memória são as que nos surpreendem e nos fazem refletir sobre coisas que não costumamos pensar a respeito.

E é isso que está faltando na revista da Liga da Justiça, reflexão.

Crítica por: Sid

Comentários

  1. Não vou mentir que adorei a capa da revista. Não resisto a um Superman vs Batman. Mas é fato que enquanto a ação é de encher os olhos, o roteiro é fraco.
    Não gostei do Capitão Átomo indo ajudar o menino com câncer (ok, essa minha frase não ficou legal ASUHSAHASHSAH). Mas é que concordo que um personagem tão grande merece conflitos grandes. Mas até entendo, uma vez que ele ainda está procurando se entender. E nós também estamos procurando entende-lo.
    LJI não acrescenta muito. Eu gosto dos conflitos e diferenças dos heróis dentro do grupo. O tipo de capitulo que você pensa 'ok' e fica esperando vir o próximo.

    Não houve melhora nas histórias nessa segunda edição, de modo geral.

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