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Flash #01

Flash #1  - Mix Panini                                                                (Nota total: 7,8)

Nem vou falar nada da capa, porque pachaquelasparia, ela é simplesmente maravilhosa, valeu Francis Manapul. O mix traz as primeiras edições de Flash, Arqueiro Verde e Exterminador, uma misturada que eu não curti muito, mas ta valendo, porque FINALMENTE temos uma revista com o nome do super hiper master foda Flash nas terras tupiniquins, algo que demorou muuuuuuuuito tempo na minha  importantíssima humilde opinião, coisa que só deve ter acontecido pelo papel importante que ele teve na Noite Mais Densa ao lado do Hal. Chega de enrolação e vamos ao que interessa.


The Flash #1 :

Sem dúvida alguma, foi o título que mais voltou as origens. O Flash foi criado/remodelado como uma válvula de escape para os leitores que já estavam cansados de tanta pancadaria e roteiros fracos. O segundo e mais famoso Flash, conhecido como Barry Allen, o químico orgânico e criminologista, que usava seus poderes recém descobertos para ajudar em alguns de seus casos, no decorrer de suas corridas, acabou entrando para o mundo do super-heroísmo, com uma das mais escrachadas galerias de vilões de todos os tempos. A apresentação do capítulo toma logo duas páginas juntas com o Corredor Escarlate no meio, seu nome se mesclando aos quadrinhos da cena e bem pequeno, a direita da página, a apresentação do personagem, sua origem e seus poderes.

Uma das grandes mudanças na nova publicação, é que Barry não é casado com Íris West, mas está em um relacionamento com Patty Spivot, sua parceira no laboratório de criminologia de Central City. Em certa parte parece que Barry e Íris já tiveram alguma coisa no passado, mas não há referência alguma sobre Wally West, o antigo Kid Flash. Nesse primeiro capítulo, Barry e Patty estão num encontro passeando por uma exposição científica quando de repente o luga e invadido por criminosos genéricos mascarados que roubam um dispositivo. O Flash aparece, detém os meliantes e por acidente, acaba jogando um deles por uma janela, que acaba morto por um motivo completamente diferente. Quando Barry entra em cena, descobre o que o corpo é de um antigo colega seu.

Enquanto Brian Buccellato está nas cores e roteiros, Francis Manapul escreve e desenha a série. Com um roteiro bem escrito e bem adaptado as HQ's do Flash, os dois conseguiram um bom começo e já deixaram uma certa curiosidade no ar para os próximas edições. Foi uma ótima escolha da DC, deixar a dupla encarregada do título, pois eles já vinham juntos desde O Dia Mais Claro e Ponto de Ignição. O traço de Manapul é bem agradável aos olhos e com um bom nível de detalhamento. As cores de Buccellato são de um tom bem claro, quase como um filtro pastel jogado por cima e um sombreamento simples.

Minha única decepção foi que não teve nem um pingo de notícia do Wally, ou seja, o cubano aqui está extremamente triste... Fora isso, eu dou nota 9,5 pro Relâmpago Vermelho.



Arqueiro Verde #1 :

O Robin Hood sumiu, Oliver Queen não tem mais aquela pinta de 'Inglaterra nos tempos do Rei Arthur'. Nem sinal do chapéu com pena, o gorro ta escondido e o mais impactante, o bigodon maroto e o cavanhaque não existem mais, agora são simplesmente uma barba por fazer. Sem uma citação sobre a Canário Negro, muito provável que eles nem se conheçam, pois o Arqueiro parece um garoto nessa nova revista.

Sobre a origem do Arqueiro, parece que um dia ele ficou de braços cruzados, viu muita gente morrer, gente que ele podia salvar e resolveu nunca mais ficar parado, ainda não se sabe se a original se mantém ou se vai mudar mais alguma coisa. Oliver comanda as Indústrias Queen de longe, nas reuniões da empresa fala pelo viva-voz enquanto combate o crime. Ele comanda mais seriamente o Núcleo-Q, o que parece ser seu laboratório pessoal de desenvolvimento de armas, onde um garoto do MIT e uma espécie de Oráculo o ajudam enquanto ele salta em telhados vestido de verde.

Nesse primeiro capítulo, o Arqueiro está na França pulando de telhado em telhado, conversando todo revoltadinho com seus ajudantes do outro lado do mundo, sobre o quanto odeia criminosos. Quando encontra  três jovens super criminosos que se filmam fazendo sua pequenices e postam no YouTube. Então ele invade a balada/barco em que estão, e prende os três. Na ultima página, o que parece ser o líder do grupo exibicionista, arromba a cadeia em que dois ficaram presos e promete que no próximo capítulo, o Arqueiro Verde vai morrer.

Parece que a única coisa que mudou foi a estética do personagem, alguns de seus princípios e um pouquinho de sua origem. A melhor parte da revista é a presença do George Perez como Arte-finalista, o que eleva um pouco o nível da publicação. David Baron fez um bom trabalho nas cores, lembrando os anos 70 onde era tudo cheio de cores, só que sem aqueles erros de impressão em que era tudo fora de lugar. Essa foi uma primeira edição bem seca e que pra mim, deixou só uma mensagem de que daqui pra frente só vem mais treta e assim vai continuar. Nota 6,5 pro Verdinho e vamos esperar pra ver.



Exterminador #1

Slade Wilson, já fez de tudo, até mesmo deitou a Liga na porrada (tudo bem que o Super não tava lá, mas se tivesse, eu acho que ele deitava também). Sempre pegando as missões mais difíceis e impossíveis porque sabe que é mais do que capaz de as completar, ele conquistou respeito a altura da alcunha de Exterminador. Tapa olho, cicatriz, cabelos grisalhos, cavanhaque maroto e um look de deixar George Clooney no chinelo, Slade nunca saiu por aí procurando missões, sempre ficava na sua e elas apareciam, um dos melhores estrategistas do mundo, possui força, velocidade e funções cerebrais amplificadas, está no mínimo dez passos a frente de seu alvo, sempre.

Porém, a glória não dura pra sempre, ele continua com toda sua capacidade e experiência, porém, seus clientes acham que ele não é mais capaz de tudo o que era antes, pois como ele mesmo fala " O trabalho de guarda-costas está afetando negativamente a percepção de todos...".

Logo na primeira missão depois do reboot que parece não ter afetado o título, Slade é colocado com três outros caçadores de recompensa bem jovens. Eles tem apenas que explodir um avião e roubar uma pasta que está nas mãos de um criador de armas. E é claro que a missão é bem sucedida, afinal, o Exterminadores nunca falha. Logo após receberem pelo feito e estarem brindando, Slade saca uma metralhadora e descarrega nos três, afirmando que ele não gosta de trabalhar com a concorrência e está na hora de começar a pensar grande e voltar às origens.

A proposta de mostrar o caminho do Exterminador de volta ao mercado dos peixes-grandes é bem interessante, nessa missão, o conteúdo da maleta roubada o intriga muito e isso deixa um gatilho para o que quer que seja que eles esteja procurando e o começo de uma pequena saga, parece um título promissor. Deixo uma nota 7,5 pro brucutu e vamos que vamos.

Crítica por: Cuba

Comentários

  1. Pronto! Acabei de achar o melhor texto até agora.
    Mandou muito bem e concordo com tudo o que foi escrito (exceto pela parte de que Slade daria algum trabalho pro Super, qual é?!). Parabéns!

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  2. Gosto muito do flash, as vezes me confundo nos nomes(wally, berry). De fato faltou falar do Wally. Mas a historia ficou bastante atrativa.
    O Arqueiro achei legalzin, a historia parece legal.
    O exterminador, pra mim foi indiferente, quem sabe nas proximas edições.

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