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Liga da Justiça – #01




Liga da Justiça – #1 Mix Panini                                          (Nota: 7,0)

Liga da Justiça #1:

Essa primeira edição da Liga era muito aguardada pelo fato de ser uma das revistas mais vendidas da DC nos últimos tempos. Afinal, uma revista mensal não conseguia alcançar um volume de vendas tão grande há muito tempo.
A edição inicia-se com uma perseguição apressada, que acontece até encontro do Batman e do Lanterna Verde. Começa uma sucessão de insultos e piadas sem graça entre os dois que se prolonga até o fim da publicação. É quase como uma versão soft do Batman do Frank Miller.

Os desenhos do Jim Lee cumprem seu papel, mas não trazem nada de inovador. Ele consegue repetir as mesmas posições de qualquer outra edição do Batman desenhada por ele, e não são poucas. Mas esse tipo de traço sempre terá muitos fãs, motivando assim a mesma fórmula genérica de desenho.

Fica claro que Geoff Johns não está muito à vontade escrevendo sobre tantos personagens com personalidades distintas, especialmente em relação ao Batman, onde ele substitui a tradiconal personalidade séria do personagem por uma personalidade irritada e “respondona”, lembrando mais o Asa Noturna do que o Batman que conhecemos.


Todo o potencial dessa primeira edição é desperdiçado pelo fato de se focar quase exclusivamente no Batman e no Lanterna Verde trocando ofensas. O Superman aparece em uma página, o Cyborg em três. E a trama já sugere que o primeiro grande inimigo da Liga será o Darkseid.
Revistas diferentes, mesmas situações (e desenhos)


Sendo o autor principal do reboot, arauto da nova DC, creio que  Geoff deveria ter feito uma edição um pouco mais profunda e impactante em vez de colocar situações e diálogos tão superficiais.

Sobre a nova origem da Liga da Justiça ainda há pouco a se dizer, não há nenhuma grande modificação na história dos membros nessa edição, exceto pelo fato do Cyborg ser colocado no status de membro original da Liga da Justiça, já que essa é a primeira
formação desse universo pós-reboot. 

Mas apesar desses pontos fracos a revista mostra enorme potencial de crescimento e consegue introduzir com eficiência a idéia primária da Liga da Justiça para pessoas que nunca tiveram contato com comics deles.

No Estados Unidos isso de fato aconteceu, muitas pessoas que nunca leram uma comics na vida resolveram ler essa edição da Liga da Justiça por curiosidade.

Consegue ser uma leitura que entretém, com traços bons e personagens apelativos (Batman e Lanterna Verde são só os líderes de vendas da DC pré-reboot).

Mas depois de tanto alarde, eu realmente esperava algo de maior qualidade.



Capitão Átomo #1:

A maioria das pessoas conhece ele como “o personagem em que foi baseado o Dr. Manhattan” de Watchmen, um herói com poderes de deus, capaz de mudar a matéria. De fato, fascinante, mas extremamente difícil de se lidar e criar histórias interessantes para esse tipo de personagem.

Mas o Capitão Átomo é muito distinto do Manhattan, e essa primeira edição mostra claramente a razão disso.
O herói é introduzido em uma batalha e logo se percebe que ele tem pouco conhecimento de suas capacidades quando ele começa a mudar e reestruturar a cadeia molecular da armadura do seu inimigo. Até o ponto que ele percebe que quanto mais poder ele utilizar, sua estrutura molecular perde estabilidade e começa a se desfazer.

Os desenhos de
Freddie E. Williams II  tem um elemento muito interessante, todo o mundo com exceção do Capitão Átomo tem traços embaçados e sujos, enquanto o Capitão tem traços limpos e precisos, com cores mais vibrantes. Dando a idéia de que todo o mundo se encontra em desordem enquanto o protagonista representa a ordem, um estado perfeito.

O roteiro de J. T. Krul apresenta boas idéias mas com uma narrativa bastante comum e sem profundidade, que é algo que seria muito interessante de se explorar em um personagem com status de “deus”.

A revista faz um introdução muito eficiente do personagem e te deixa curioso para entender mais sobre ele. Só é necessário um refinamento de narrativa para tornar o personagem tão rico e interessante quanto seu irmão, “Dr. Manhattan”.



Liga da Justiça Internacional #1:

A LJI foi uma resposta da década de 80 para a Liga da Justiça original.
Foi criada uma Liga cheia de humor, questões políticas e uma dinâmica de grupo riquíssima.

Na fase DC pré-reboot a Liga da Justiça Internacional estava sendo reestruturada no Universo DC. Após tanta espera para ver o grupo ressurgir acontece o reboot, mas pelo menos os planos para trazer a LJI continuaram.

Porém todos acontecimentos anteriores foram anulados, nunca existiu uma Liga dessa antes, todas as tramas governamentais foram esquecidas. Escolheram recomeçar do zero.

A história tem uma introdução muito eficiente do grupo, e já demonstra o humor carregado que esse grupo tem. As piadas funcionam de uma maneira muito mais engraçada do que na primeira edição da prima do grupo, a Liga da Justiça.
O grupo tem vários membros clássicos, alguns novos membros e o Gladiador Dourado como líder (Que é um alvo de piadas constante).

Mas já consegue se sentir a ausência das tramas de conspiração governamentais que deixavam a revista do grupo tão interessante. A história está muito menos complexa.

Os desenhos de Aaron Lopresti são extremamente simples e limpos, não agradam nem desagradam, é algo que nem merece ser muito comentado.

O roteiro de Dan Jurgens, porém a versão pré-reboot do grupo estava muito mais interessante. Mas a ausência de uma trama complexa na primeira edição pode facilitar muito o interesse de novos leitores, afinal é uma ótima edição de introdução: Simples, engraçada e demonstra potencial.

Mas até onde o bom humor da Liga da Justiça Internacional pode segurar a vontade de ver uma história mais interessante?


Conclusão:
A sensação que mais tive lendo a Liga da Justiça 1 da Panini é que a DC escolheu criar histórias mais simples, com menos complexidade narrativa e mais humor e ação.

Com certeza é uma estratégia para atrair de maneira fácil novos leitores, e
funciona. Todas as introduções funcionam de maneira eficiente. Mas claramente falta um melhor conteúdo em todas as edições. As histórias estão superficiais demais.

Espero que isso seja um problema só das primeiras edições, e que logo a DC resolva desafiar um pouco mais o intelecto do novo leitor.


Senão o reboot não vai passar de uma nova versão mais burra da DC Comics.


Crítica por: Sid

Comentários

  1. Gostei bastante de liga da justiça, quando estava entrano no clima, acaba fiquei meio wtf, preciso demais.
    Capitao atomo gostei, historia legal.
    Agora LJI sei la nao me atraiu tanto, os traços +-, meio pastelão, bom pode ser puro preconceito, por esses herois pra mim não ser muito conhecido.
    :) quero mais liga da justiça

    ResponderEliminar
  2. É interessante ver a opinião de alguém que não lia Liga antes!
    Acho que a expectativa deixa minha opinião um pouco mais em baixa do que a de alguém que não sabia oque esperar.
    Mas que bom que gostou =D

    ResponderEliminar
  3. tipo eu não lia, mas "acompanhava" e tentava entender o universo da liga, via as animações e li bastante no wikipedia XD, sei algumas coisas sobre o inicio e passado da liga, gosto mais deles unidos em historia grandes do que isoladas. Sou megalomaniaco por historias de desastres em grandes escalas e a liga me proporciona isso. tem poucos herois que chegam a grande escala o super e o lanterna sao uns de gosto bastante.
    E como eu ja tinha dito em um post tava esperando esse reboot kkkk, entao as minhas expectativas estavam altas. Mas com certeza mais pra frente minhas expectativas vao ser iguais as suas em um futuro e longo reboot :)

    ResponderEliminar
  4. A Liga da Justiça foi o primeiro HQ lançado dos DC52, e acho que já chegou mostrando muito bem o real intuito do reboot da editora: vender.
    É algo totalmente comercial, já colocam os 3 heróis com mais destaque da editora, cheio de piadinhas e lutando entre si, o que chama muita atenção. Apesar do apelo extremamente comercial, eu gostei e consegui me divertir, afinal como DCnauta que sou, não resisto a Batman e Lanterna Verde.
    Quanto ao Capitão Átomo, eu nunca tinha lido nada do personagem e essa história não me cativou de primeira.
    Liga da Justiça internacional... eu tinha lido o review do IGN e os caras odiaram! Eu adorei e não poderia ser a unica que o fiz. Super divertida, e isso de não falar inicialmente quais são os poderes de cada um ali passou a mesma sensação de desconhecimento que eles estavam sentindo. Eu realmente espero que a HQ fique mais séria com o tempo, mais para uma edição para chamar publico fez muito bem o seu papel.

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