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Frankenstein: Agente da S.O.M.B.R.A. – #01


Frankenstein: Agente da S.O.M.B.R.A. – #01 Panini           (Nota: 8,0)

Frankenstein: Agente da S.O.M.B.R.A. #1 e #2:

Essa é uma revista que assusta a primeira vista, um personagem pouco conhecido e uma organização menos conhecida ainda ilustram o título da revista.
Eu não tinha ideia do que esperar disso, mas me parecia que seria uma versão de um Hellboy pra DC. E é exatamente isso que acontece.

No lugar do Hellboy, temos o igualmente mal humorado e poderoso Frankenstein.
E substituindo a B.P.R.D. temos a surtadíssima organização S.O.M.B.R.A.
E mesmo com essas grandes semelhanças, a revista consegue ser original e interessante à sua própia maneira.


O roteirista Jeff Lemire se mostra muito animado com esse título, criando conceitos bizarros e extremamente interessantes, sem economizar na violência.
Enquanto o desenhista Alberto Ponticelli se encaixa como luva nessa revista, com seu traço bastante sujo e estilizado, criando uma atmosfera única.

A primeira edição da série é bastante impressionante, conseguindo iniciar o arco de história com muita ação, apresentando diversos personagens e conceitos que acompanharemos.

A base “Fazenda de Formigas” é a central de operações deles, sendo um globo de 7,5cm que se move pelo céu, possibilitando somente a entrada por meio de teleporte e redução de seres.
Adicionando mais loucura temos golens recicláveis sendo fabricados aos montes com somente 24 horas de vida cuidando da base.
Quer mais loucura?
Frankenstein tem como chefe de operações um ser chamado Pai Tempo que troca aleatoriamente de corpo a cada década, sendo o corpo dessa década o de uma menininha oriental.
Além do grupo chamado Comando das Criaturas, comandado por Frankenstein, que apresenta seres como Vampiros, Lobisomens, Múmias, e uma cientista que é a cara do Abe Sapien do Hellboy.

Na segunda edição conhecemos mais a vida de um dos membros da equipe, Nina Mazursky, que é responsável pela criação da maior parte dos monstros do grupo (inclusive ela mesma).
Dando muito mais profundidade para a revista e para a personagem. Espero que continuem com isso nas próximas edições com o restante dos personagens, explorando mais o grupo e tornando ele único.

A revista tem batalhas aos montes e constante violência gráfica, deixando o leitor sem um momento de descanso em toda sua leitura.
Só acho que a ideia de arco inicial poderia ser mais envolvente do que uma invasão planetária de monstros por uma porta dimensional.
Um grande vilão para uma equipe tão interessante é mais do que necessário para uma boa HQ.
Comando das Criaturas













Conclusão:

Frankenstein: Agente da S.O.M.B.R.A. foi uma ótima surpresa, conseguindo trazer esse gênero de terror de volta a DC Comics com bastante força.
Conseguindo equilibrar ação, comédia e terror trash com eficiência. É uma revista feita tanto para os fãs de DC que querem algo diferente como para não fãs da DC, por apresentar todo um tema à parte do normal.

Crítica por: Sid

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