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Esquadrão Suicida & Aves de Rapina - #01


Esquadrão Suicida & Aves de Rapina - #01 Panini
(nota: 6,5)

Esquadrão Suicida #1:

Antes de tudo, que capa fodida linda a dessa revista!

Esquadrão Suicida sempre foi uma daquelas revistas que poucas pessoas conheciam. Mas as que conheciam gostavam muito. Eu particularmente tive pouco contato com eles. Sempre achei essa temática de “super-grupo controlado pelo governo” mais coisa da Marvel.

Mesmo conhecendo pouco sobre o grupo eu sabia que se tratava de uma revista com muito humor negro e muita violência. Mas o roteirista, Adam Glass (que era roteirista de seriados e veio para as HQ’s não faz muito tempo), não lembrou da parte do humor nessa edição.
A HQ tem três desenhistas diferentes, dois dos quais tem ótimos traços que combinam muito com o clima da edição, enquanto o terceiro não é nada além de sem graça (olhe as últimas três páginas da edição e compare com as outras).

A edição mal começa e já vemos o Esquadrão Suicida em uma sala de tortura com cada membro sendo tratado de maneira única e “especial”. Eles são um grupo de prisioneiros condenados que são libertados em troca de fazer missões especiais e secretas para o governo, e logo na primeira missão eles se ferram e ganham esse “spa de massagem e tratamento de pele”.

Durantes as torturas são mostrados alguns
flashbacks de alguns poucos membros.
Mostrando cenas do Pistoleiro como mercenário, a Arlequina em uma cena sem contexto nenhum e o Monge Guerreiro com sua culpa por ter assassinado famílias em um acesso de raiva cega.

Apesar da edição não chegar em nenhum lugar objetivo, devo ressaltar que a edição tem pontos fortes nas cenas violentas e na promessa de ver um grupo com tanto
diferencial e membros interessantes.
Destaque para o design novo dos personagens: o da Arlequina e do Pistoleiro ficaram excelentes.

Sempre acho uma pena quando vejo uma revista com tanto potencial que não consegue aproveitar bem a
liberdade criativa que ela tem. Espero que na próxima edição o roteirista tenha mais coragem de colocar situações extremas e se aprofunde mais nos personagens do Esquadão.



Aves de Rapina #1:

Quando penso em Aves de Rapina eu vejo duas alternativas:
Na primeira temos uma história masculina onde todas as mulheres da equipe aparecem com pouca roupa em posições "vantajosas" de combate.
Na segunda temos uma história feminina mostrando como um grupo de super-heroínas é legal sem ser vulgar.
E quando nada disso acontece temos a chance de ver algo novo, com uma história criativa de fato.
Ou não.

Existem algumas grandes mudanças nesse grupo com o reboot. Agora as Aves de Rapina se limitam a dois membros, Canário Negro e uma heroína nova chamada Sturnia. E também são procuradas pelo governo sem nenhuma boa explicação.

O roteirista (que consegue ser mais desconhecido do que a nova heroína), Duane Swierczynski, faz uma escolha de protagonista completamente sem sentido nessa edição, deixando como principal um repórter medroso que está perseguindo as duas heroínas - uma escolha sem carisma alguma e completamente errada pra uma primeira edição.

Pra compensar, a arte de Jesús Saiz é linda, com tons sombrios nos lugares certos e uma dinâmica de ação impecável. Logo também se percebe que a DC quer ser menos machista, colocando mais pano nas roupas das heroínas, a Canário Negro está muito mais comportada por exemplo (eu senti falta daquelas incríveis meias-calças direto na perna que ela usava...)

Mas lamentavelmente a edição não funciona, pois dá destaque para um personagem descartável, não se aprofundando nas duas heroínas e ainda com uma cena ridícula de um dos inimigos da Canário beijando ela no meio da luta (colocam mais roupas nela pra fazer isso depois?). Também temos a constante sugestão de que as duas são amantes, outra coisa que fica sem explicação.

Não se fala nada sobre a Sturnia, a nova heroína, tampouco sobre seu passado, sendo que a edição insiste em falar que ela seria "amaldiçoada", sem dar maiores explicações.

O roteirista mostrou enorme inexperiência nesta edição, é muito necessário refinar seu roteiro e se concentrar mais em desenvolver as suas personagens em vez de devanear em situações sem objetivo.


Espero que com as novas integrantes da equipe que chegam na próxima edição a revista consiga cativar os leitores, porque só Canário Negro e sua amiga Sturnia não vão conseguir evitar que essa revista se torne uma chatice.

Conclusão:

As duas edições apresentam o mesmo problema em gravidades diferentes, o não aprofundamento de personagens e a preferência em mostrar situações desnecessárias quando se pode criar coisas muito mais interessantes.

Mas apesar disso não chega a ser uma leitura dolorosa, a revista acaba valendo mais pelo oque ela pode ser do que pelo oque ela é.
São duas temáticas bem diferentes dos tradicionais grupos de super-heróis, que com o tratamento certo podem facilmente se tornar muito inovadoras.


Crítica por: Sid 

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